Carregando poesias…Acervo
2.721 poesias no acervo
Carlos Eugênio Costa da Silva
Sei que um campeiro aguenta os sofrenaços da vida mas não há maior tristeza que o momento da partida.
Apparício Silva Rillo
Nazareno fui chamado, por sobrenome - da Cruz. Nazareno da Cruz, um seu criado, por acaso tocaio de Jesus.
Lauro Antônio Corrêa Simões
Sempre... quando a tarde apeia, na coxilha, ao longe, separando as garras, do seu cavalete; um pelegão “pitanga” (desses que inté hoje, se discute alpedo.
Marco Antônio Dutra
Como a figueira guapa - enraizada na coxilha - de porte sóbrio e altivo Nasce em meio à campanha
Luiz Menezes
Neste meu peito bagual Quanta saudade, xô égua! A mágoa que se carrega E sempre dura de roer
Apparício Silva Rillo
Na invernada do meu peito tem mágoas de todo o pêlo, sendo a saudade o sinuelo dessas mágoas que falei;
Salvador Ferrando Lamberty
Vem o verão de seus dias, num casamento em rituais Mas não vem a liberdade, pelo contrário, a sociedade
Pedro Júnior da Fontoura
Fui na garupa do vento busquei tempo pra sonhar cantei versos ao relento colhi flores pra te dar
Lauro Teodoro
Quando cheguei nesta terra, num simples galpão fui parido. Uma cama de pelegos, foi o meu berço preferido.
Antônio Augusto Ferreira
Cordeiro de Deus, que tirais a fome do mundo, tende piedade de nós.
Jayme Caetano Braun
Aquele cordeiro guacho Deitado ali no baldrame Salvei da corvada infame Numa tarde de garoa
Juca Ruivo
As minhas noites de guasca bruto, muito mais largas do que as minhas penas, noites amargas, quando serenas,
Jayme Caetano Braun
De onde me vem, Cordeona, o formigueiro Que sinto n`alma, ao te escutar floreando? E essa vontade de morrer peleando. Será que um dia eu já não fui gaiteiro???
Glaucus Saraiva
Pobre cordeona que chora nas mãos de tantos poetas! Nas minhas trovas inquietas tua cadência será outra.
Fabrício Marques e Otávio Lisboa
Terrunha... Arte crioula... Alma em raízes no chão Feito um materno cordão Sem tesouras por destino
Jayme Caetano Braun
E já se vieram... já se vieram... a la pucha! tropel de patas,
Douglas Diehl Dias
Há um silêncio pairando nas chircas da tua margem, que empobrecem a paisagem denunciando o abandono...
Cyro Gavião
Que leva a mágoa que eu trago; Que arrima, de pago em pago, Velhos fogões da querência. Corredor...pura inclemência;
Lauro Antônio Corrêa Simões
O rincho em tom de clarim. Nesse tom característico Dos baguais que se iniciam Em seus primeiros galopes.
João Alves Garcia
Nos tempos de delegado Meu amigo Enor sofria Nos quatro cantos do pago Diariamente o pau comia.
Henrique Fernandes
Fulgura a luz flamejante em oscilantes lampejos na vertical amarela sobre o altar do silêncio... Rosário de pensamentos
Marco Póllo Giordani
Por que é que me encaras tanto - Chininha agourenta? Que mistérios existem nesse olhar!?
Jayme Caetano Braun
China esquisita do campo Eternamente tristonha, Nessa cantiga medonha Que apavora as noites largas,
Carlos Omar Villela Gomes
Não se debruçam meus sonhos Em parapeitos rachados... Nem nas janelas gradeadas Que teimar em se fechar.