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4 poesias
Carlos Roberto Hahn
Andando pela rua, eu não os vejo. Só enxergo a tela do celular. Melhor, eu finjo que não percebo. E cuido para não tropeçar.
Carlos Roberto Hahn
Manuelzinho dispensou o amadrinhador pra declamar seu poema de vida. Andou sempre de ombros vergados por ter uma carga sofrida.
Carlos Roberto Hahn
Ele nasceu de novo, no meio de outro povo, numa imagem sem qualquer retovo, num catre de papelão usado, num berço improvisado, sob um viaduto, ali perto da favela.
Carlos Roberto Hahn
No terreiro, se desfaz a madrugada. Na alvorada, há flores já murchas no chão. Ogum se foi. Ficou o Zé Francisco. O Chico empresta o cavalo pra Ogum.