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8 poesias
Francisco Carneiro Neto e José Mauro Ribeiro Nardes
Morfeu embala o sono, Dos que dormem nos galpões, Não pintou o arrebol, Paira um breu sobre os rincões.
José Mauro Ribeiro Nardes e Francisco Carneiro Neto
No vão das velhas paredes, De um rancho aberto nas pontas, Fui martelando por conta Da arquitetura ilusória;
José Mauro Ribeiro Nardes e Francisco Carneiro Neto
A se julgar pela sombra, Era meio dia e meia, Enquanto o dono sesteia, O cusco cuida da tropa,
José Mauro Ribeiro Nardes e Francisco Carneiro Neto
Tendo o verso como arreio, Vou fazendo pastoreio No manancial da memória. E ao repisar as lonjuras,
Francisco Carneiro Neto e José Mauro Ribeiro Nardes
Quando a alma se escancara e abre as porteiras do ontem, Meu olhar busca horizontes pelos rumos que imagino, Sigo no cabresto do tino, rememorando paisagens, E relembro as imagens que eu olhei quando menino.
José Mauro Ribeiro Nardes e Dilamar Costenaro
A idade chega e vai moldando o pensamento, E a doce inocência aos poucos se cala, E o tenro piazito, já de voz engrossada, Sequer dá ouvidos quando a experiência fala.
José Mauro Ribeiro Nardes e Mário Amaral
Quando a saudade ponteia O meu tempo de criança Pelas linhas de “pescar” Trinam antigas lembranças
José Mauro Ribeiro Nardes e Severino Rudes Moreira
Quando o dia boleia a perna, O céu e a terra se abraçam, A passarada brinca em gorjeios, Brindando o arrebol que passa.