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20 poesias
Henrique Fernandes
Encarcerei a palavra Intimizando os lamentos Que em meu peito se acomodam. Busquei na face da Cruz
Henrique Fernandes
Vou além do que vejo, e muito além do que alcanço. Mas complacente emolduro uma apologia de campo Por onde busco razões de me fazer refletir. Com essa singularidade, enfreno em boa lua
Henrique Fernandes
"Cordeonita" bem querer De saudosa ressonância, Guarda ecos das distâncias Com feição de alma antiga.
Henrique Fernandes
Pra quem os olha sem tempo, vê que o tempo ali parou. Pra quem os vê com brandura... ...vê que o tempo nas molduras
Henrique Fernandes
Fulgura a luz flamejante em oscilantes lampejos na vertical amarela sobre o altar do silêncio... Rosário de pensamentos
Henrique Fernandes
Em quatro pontos cardeais, onde o sul se enraíza na terra... ...o norte aponta pro céu, tal um braço que se estende
Henrique Fernandes
Se meus versos imperfeitos Se aperfeiçoarem nos netos Neste terrunho dialeto Carregarás o meu jeito...
Henrique Fernandes e Jadir Oliveira
Qual é o ponto de partida? A morte ou o nascimento...? Parei pensar um momento Nestes mistérios da vida...
Henrique Fernandes
Morri antes de mim... ...sucumbido neste tempo de vaidades e ganâncias... Morremos eu e a estância... galpão, mangueira e palanque. -arquitetura entalhada nos relicários da alma-...
Henrique Fernandes
Nasci espinho na rama da flor... ...e aos olhos da dor perdi a beleza... A flor colorida, em vida e nobreza e eu... um espinho... destino? -tristeza-...
Henrique Fernandes
Vi meus pais ficarem velhos... Meus avós virarem quadros... ...meus bisavós tornarem-se lenda, e meus filhos homens feitos...
Henrique Fernandes
Luz amarela Que enfeita a janela De um quarto de ronda Luz flamejante
Henrique Fernandes
CANTATA: Se eu não sei onde ir Não vou a lugar algum Peço a benção aos Orixás,
Henrique Fernandes
Resvalo a mão na testeira de um preparo de trança chata, de corredor e arremate feitos com a lonca da zaina,
Henrique Fernandes
É a arte contemplada na solidez da palavra... ...é a solidão habitada pelo silêncio, e mais nada.
Henrique Fernandes
Longe de si e dos seus A vida passou num upa. O tempo cobrou- lhe o preço Na distância das estradas.
Henrique Fernandes
Quando apeia a primavera pintando cores nas ladeiras, perfumando os corredores e aguçando o cio das potras...
Henrique Fernandes
Hoje, logo cedo… antes mesmo do dia clarear, um beija-flor madrugueiro se achegou em meu ranchito
Henrique Fernandes
A prudência do silêncio guarda o valor da palavra... ...palavra- trança redonda que dá mais fina lonca
Henrique Fernandes
Brandia o vento no campo salmodiando um canto triste num preludio de saudade... A capa emaladita