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11 poesias
Estanislau Robalo
O sol tranqueava solito pastorejando infinito na estância grande do céu. O dia estava bonito
Estanislau Robalo
Vamos todos cantar numa só voz Para saudar este povo varonil, Salve o imigrante nobre e ordeiro Colonizador do meu Brasil.
Estanislau Robalo
Chinoca, olhos gateados Cabelos de picumã Parece a cada manhã O desabrochar de uma flor
Estanislau Robalo
À Noite vem os lamentos Dentre meio aos escombros Das almas fazendo assombros Nas ruínas do saladeiro
Estanislau Robalo
Nasceu num fundo de campo, já gurizote taludo, num rancho feito de leiva demonstrava, sobretudo, chão batido e santa-fé inclinação pros arreios. Aficcionado ao lombilho,
Estanislau Robalo
Quando a alma galponeira Partiu deixando a querência Rubiando pra outra existência num baio ruano estradeiro.
Estanislau Robalo
Do fundo largo dos campos surge a estampa do tropeiro reculutando a manada rebenqueado de janeiros
Estanislau Robalo
O homem desbravou matos criou vilas e cidades. Deu asas á imaginação abusou da liberdade
Estanislau Robalo
Pra soltar meu canto largo Neste começo de noite, Quando Rio Grande se ermana Pra confrarias dos versos.
Estanislau Robalo
Olhos negros candongueiros Embuçalou meu destino Com teu olhar feiticeiro.
Estanislau Robalo
Bebendo o sol de janeiro Chapéu preto bem tapeado Preso pelo barbicacho Trançado de couro cru