Carregando poesias…Acervo
13 poesias
Odilon Ramos
O pai em casa era uma autoridade. Dizia o que podia e o que não podia. Determinava, o certo e o errado. A voz do pai era uma voz sagrada,
Odilon Ramos
Escutam-se ao longe, cantigas de galos, abrindo a porteira pro dia chegar.
Odilon Ramos
Ainda é tempo de soprar as cinzas, avivar as brasas, Acender a chama...
Odilon Ramos
Ao reponte do sol que descamba no dia se aprochega para o arremate pelos campos e nos matos da querência no revoar da bicharada voltando ao ninho
Odilon Ramos
Vai entrando, solidão. A casa é tua. Nesta hora em que a cidade se amortalha. Não há ruído aqui, nem lá na rua; Ninguém nos ouve, nem nos atrapalha.
Odilon Ramos
Sou rude como o homem da caverna. Bárbaro, primitivo, indelicado: Mas um teu gesto, uma palavra terna, Me fazem manso, dócil, dominado.
Odilon Ramos
A tarde descambava, despacito, Numa morosidade de boi manso; O sol se encaminhava pro descanso No seu acampamento na coxilha...
Odilon Ramos
Que judiaria, guria... nós dois se querendo tanto, tão perto e tão apartados.
Odilon Ramos
Aqui nesta terra, senhores do pago, se juntam retalhos da história do pago.
Odilon Ramos
E aqui estou eu meu gaudério em tempos de guerra e paz sou aquela que te espera sem saber se tu virás
Odilon Ramos
Ali, na beira da sanga, Naquela pedra bem grande, Onde ao teu lado sentei, Risquei, com meu canivete,
Odilon Ramos
Buenas parceiro! Tas querendo saber quem eu sou? Tas querendo me reconhecer? Pois sou eu mesmo!
Odilon Ramos
Eu "tava" sem fazer nada E um primo meu meio louco Não se falando sério, Não sei se prá fazer pouco