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20 poesias
Aureliano de Figueiredo Pinto
Que eles, sendo moços feitos, se por outros pagos cruzem, buenos e leais, não abusem da força que os tauras têm.
Aureliano de Figueiredo Pinto
Já sei que chegas, Inverno velho! Já sei que trazes - bárbaro! O frio e as longas chuvas sobre os beirais. Começo a olhar-me, como em espelho,
Aureliano de Figueiredo Pinto
Pobre ... Mas livre! Gauchito no sol-a-sol, sou o que sou. Pois nem dom Pedro Segundo não pôde - o senhor de um mundo!
Aureliano de Figueiredo Pinto
Escuro, enorme, ornamental na tarde. Plantado neste plaino entre coxilhas é um velame da nau contra o horizonte no mar alto dos campos.
Aureliano de Figueiredo Pinto
Não sei por que nesta noite o sono velho sebruno ergueu a crina e se foi! E eu que arrelie ou me zangue.
Aureliano de Figueiredo Pinto
Depois das geadas de julho, agosto entrou morno e claro com um pouco de vento norte.
Aureliano de Figueiredo Pinto
Com aquela revolução, os homens tinham se erguido ao flanco de um só esquadrão. Ficou só a gurizada
Aureliano de Figueiredo Pinto
Da cidade do Rio Grande, adolescente se viera às solidões missioneiras, onde ficou a morar,
Aureliano de Figueiredo Pinto
em potro, tordilho negro. com os colmilhos clareava mas ondeando escuras manchas como águas turvas de rio.
Aureliano de Figueiredo Pinto
Olho a coxilha...E os arvoredos jogados no horizonte e na distância. Nativos pagos! Pelas primaveras revivem a legenda de outras eras
Aureliano de Figueiredo Pinto
A um brete, o presídio é igual, Costeando tourada alçada... Cada osco, aspa virada, Com fama no "pajonal",
Aureliano de Figueiredo Pinto
Tudo lhe vinha ao contrário. Nadava contra a corrente, tudo o empurrava pra trás. Tudo fazia afundar.
Aureliano de Figueiredo Pinto
No meu rancho... rancho velho missioneiro (como cupim na coxilha) desbarrigado no oitão norte, desquinchado no oitão sul, numa tarde de outono (outono já quase inverno)
Aureliano de Figueiredo Pinto
Então, seus olhos negros, negros, Foram das lágrimas a fonte. Seu corpo em flor de mocidade, Foi se sumindo na saudade...
Aureliano de Figueiredo Pinto
Esse tobiano de Estância foi o bicho mais maleva que o diabo inventou pra um peão! “Zóio” de chancho, cabano,
Aureliano de Figueiredo Pinto
dedicado, pelo autor, a Eurípedes Jobim de Oliveira Quando arranchei neste chão empecei pelas mangueiras com essas tronqueras que aí 'stão.
Aureliano de Figueiredo Pinto
Já velhito, não perdia uma tropeada comprida. Com seus seis baios-ruanos, bem tosados, cola curta,
Aureliano de Figueiredo Pinto
Hoje o inverno erma a campanha Dói no subúrbio pobretão. Gelado, o vento arreda a porta E mal aviva a brasa morta
Aureliano de Figueiredo Pinto
E os campeiros cantam nas velhas toadas Mágoas e penas...
Aureliano de Figueiredo Pinto
Dessa progênie tumultuária vimos! E, descendendo de agitados lares, Prolongamos na américa as andanças De adustos ancestrais peninsulares.