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13 poesias
Maximiliano Alves de Moraes
Não sei se foi de saída Lá na barranca da sanga Ou na boca da picada Onde o zaino se assombrara
Maximiliano Alves de Moraes
Resolvi fazer meu verso. O que deixo pra ser lido Quando eu tiver partido No meu vôo migratório.
Maximiliano Alves de Moraes
Sou do tempo em que ir ao povo Se levava dois, três dias. Quem ia aqui do Angico, Sesteava no Velho Nico
Maximiliano Alves de Moraes
Quando a negra Juvência deu-lhe a luz em tarde fria não sabiam que o coitado luz jamais avistaria.
Maximiliano Alves de Moraes
É sempre assim... Decisões são tomadas Em consulta com a razão, Mas a vida
Maximiliano Alves de Moraes
A noite estendia o poncho E o redomão rabicano Se desenhava na estrada Co’a sombra do luar cheio.
Maximiliano Alves de Moraes
João Albino andava triste Porque a lã não vale nada! Não, Albino não era estancieiro,
Maximiliano Alves de Moraes
Nascia fronteiro Como tanto outros Que a própria vida amadrinha Pra que percorram a linha
Maximiliano Alves de Moraes
Hoje quero falar de mim! Nunca foi assim, Sempre falei pelos outros, Por aqueles que sentem
Maximiliano Alves de Moraes
O coração tem porteiras, E uma delas, é a visão! A vida é feita de imagens, E há algumas paisagens,
Maximiliano Alves de Moraes
Peço silêncio... Para que ouçam O que tenho a lhes dizer... De mim.
Maximiliano Alves de Moraes
Prestativo igual a ele Não havia outro! Sempre pronto pra quarteadas: Rodeio, alambre, tropedas,
Maximiliano Alves de Moraes
I Terêncio!Pega o Baíto! Que esta tarde fez estrago Numa ponta de borregas!