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72 poesias
Kayke Mello
A casa primeira era simples de estrutura, De paredes antigas pintadas de história. As portuguesas sustentavam a cobertura. Por ser a primeira, eu a trago na memória.
Rodrigo Bauer
Talvez tenha sido morto na Guerra do Paraguai... Ninguém o sabe por certo, que o tempo longe se vai... Num cemitério de campo plantou-se mais um cristão e a Cruz de cedro, ainda verde, ficou cravada no chão!
Silvio Aymone Genro
Aquela, Não era a primeira vez Que ele domava cavalos Lá na Estância da Caleira...
Cláudio Silveira e Cristiano Ferreira Pereira
Dor... Que é sofrimento... ... das feridas; tormento, aflição
Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam
A janela do nada não mostrava nada, Numa falta de tristeza e alegria sem igual. Debruçado sobre o tempo, transparência emoldurada... De um nada sobre o outro, fui erguendo o meu quintal.
Caine Teixeira Garcia
Ela sonhava em ser poesia... E nunca soube ser mansidão! Te aquieta! - a realidade dizia – Pois ninguém vive de ilusão!
Xirú Antunes
A água azul da cacimba, subiu a estrada da sanga, Matando a sede da estância, Cantando um canto molhado,
José Luiz Flores Moró
No princípio... Foram patas de cavalos Que cortaram trilhas pelos campos virgens Transportando rumos e ombreando origens,
Carlos Omar Villela Gomes
Chegou num tranco seguro De dono, líder, patrão... Fazendo contrapartida Ao tranco do coração.
Guilherme Collares
Feito a raiz que estende ramos, As mãos, nervuradas e duras, Cortadas por veias azuis, Corriam como rios
Sérgio Sodré Pereira
Eu desconheço os motivos pelos quais mereci o regalo de, um dia, o teu cavalo encostar no meu de lida;
Henrique Fernandes
"Cordeonita" bem querer De saudosa ressonância, Guarda ecos das distâncias Com feição de alma antiga.
Luís Lopes de Souza
Hoje a inquietude me perturba numa ressaca de incertezas e medo... - São meus ranços de casmurro certamente!
Rodrigo Canani Medeiros
Roncava o primeiro mate na Fazenda do Retiro, o Coronel Juca Trindade razonava c'oa boieira
Juliano Javoski
Eu te sou grato, minha pequena constelação, formada de ferro e couro, suspensa sob o céu do galpão,
Lauro Antônio Corrêa Simões
O rincho em tom de clarim. Nesse tom característico Dos baguais que se iniciam Em seus primeiros galopes.
Marcelo d’Ávila
De barro moldei meu verso: Do mesmo barro pisado Pelos caminhos das tropas, Sovado de pata e casco
Cristiano Ferreira Pereira
De soslaio!... Muitas vezes o pampa me olhou assim: negaceando estribo pra um bater de cascos na direção da vida que plantei pra mim.
Xirú Antunes
Pelos galpões da Querência vi homens rondando agostos com olhares de setembro, adivinhavam seus medos
Djalma Corrêa Pacheco
Te peço desculpas, Por quase uma vida inteira De pouco afeto ofertado. Pelo mutismo exacerbado
Vinícius Antônio Machado Nardi
Muito embora não tenha água, nem praia e tão pouco maré, tem alma de campo e estrada - o que deixa sempre o ouvido em pé-.
Guilherme Collares
Como um rancho abandonado, desprovido da energia vital que o ampara e acalenta, e que se debruça sobre si
Matheus Costa
Depois que o tino das mãos destina rédeas às casas, e o sol que veste o rincão vai morrendo em mornas brasas,
Sebastião Teixeira Corrêa
Olhei o terreiro grande, onde outrora o galo índio Exibia sua prole nas manhãs de primavera;