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20 poesias
Jurema Chaves
Chegara não sei de onde vinha num potro cansado de tanto buscar distâncias. Pilchas surradas de tempos
José Luiz Flores Moró
I Escancarei porteiras da minha alma Pra libertar alguns potros do passado
Matias da Silveira Moura e Luciano Salerno
Antiga é a figura a silenciar projetada na estância. Onde por conta, só um fogo e o mate lhe fazem costado. O semblante que traz é gasto pelas tropeadas do tempo, Com olhos calmos, bombeia pensamentos e passado.
Ari Pinheiro
Parei de criar cavalos na estância do improviso que pra chegar ao paraíso é preciso muito pouco
Ari Pinheiro
Cova, rama e folhagem. Raiz, tafona e farinha... Se foi a ilusão que havia No sem fim das invernadas...
Cristiano Ferreira Pereira
“Talvez não seja o primeiro... Talvez não seja o melhor... Mas é um versito de campo Retoçando num potreiro!...”
José Wilmar Pereira de Medeiros
Parado no parapeito Nicácio olha o horizonte, Mas não consegue ver nada; Conversa consigo mesmo
Cristiano Ferreira Pereira
Mal clareia a nesga de uma nova luz... e a inveja bombeia quieta, espreitando... ao longe, ensaiando ditos e buscando a volta,
Eudes Maria Pereira da Silva
A barra do dia já o encontra mateando solito... O fogo de chão já foi avivado muitas vezes... E muitas vezes ele lhe serviu de farol alumiando pensamentos, que agora quer esquecer!
Vinícius Antônio Machado Nardi
Nosso tempo é de discussão de ritmos De temas e de lemas Construção de dilemas Na cega obediência a paradigmas
Maximiliano Alves de Moraes
Quando a negra Juvência deu-lhe a luz em tarde fria não sabiam que o coitado luz jamais avistaria.
Joseti Gomes
Os olhos da madrugada vêem bem mais do que eu supunha pensar... Nem a lua, nem as estrelas, nem a luz dos pirilampos
Luciano Salerno
No alto da coxilha de pedra um - Rumo, Querência e a Razão para ficar -. Na ampulheta moura do meu pensar, os recuerdos de uma alma emponchada
Cristiano Ferreira Pereira e Everton Michels
Quando a lua brinca na aguada pra um olhar beber poesia, e as brumas se desfazem Para um verso que extasia,
Jurema Chaves
Quando um sol de primavera Pintou sonhos nas campinas Um jovem taura campeiro Buscou num olhos brejeiros
Jorge Luiz da Rosa Chaves
Voltiei meu flete na rédea... e me parei contra o vento empacado no meu trono, remoendo léguas perdidas
Alvandir Oliveira
Encontrei, certa vez, um menino no caminho. Vinha ao longe,
Jorge Luiz da Rosa Chaves
To de volta aos meus pensares. Bebo dos ares do pampa num escarcéu de emoções
Toninho Lima
De pronto escureceu Naquela tarde de maio Muitas trovoadas, relâmpagos... E ao longe caíam raios,
Jéferson Rogério Valente de Barros
Rompem o horizonte quadrilhas - zainos, mouros e lobunos – Que vêm tangidas a esmo Por esse louco tropeiro