Carregando poesias…Acervo
14 poesias
Rodrigo Canani Medeiros
Coisa triste, meu parceiro quando a ausência de um amigo se faz assim, permanente, quando a gente se dá conta
Rodrigo Canani Medeiros
Roncava o primeiro mate na Fazenda do Retiro, o Coronel Juca Trindade razonava c'oa boieira
Rodrigo Canani Medeiros
Relampeou o ás de espadas bem na boca do baralho e a canastra se fez limpa como a alma dos gaúchos
Rodrigo Canani Medeiros
Num junho de renguear cusco, em pulperia distante, me atraquei numa canastra com o Tempo, velho matreiro.
Rodrigo Canani Medeiros
Quando um guri de campo, aportava na cidade pras lides do alfabeto, chegava mui desconfiado
Rodrigo Canani Medeiros
Um quero-quero que habita o sul deste Continente não vislumbra diferenças entre a pampa castelhana
Rodrigo Canani Medeiros
À cara do mundo, fechada em carrancas; Com rugas na testa, empoem dia á dia, Pesados tributos, aos seus inquilinos!
Rodrigo Canani Medeiros
Habita meu horizonte uma alma sorridente e um jeito calmo de ser que evoque a sabedoria
Rodrigo Canani Medeiros
Noite escura se aprofunda no rumo do Capão Alto, o céu não regala estrelas nem descortina a minguante. Cheiro de chifre queimado e um silêncio que perturba... Nem o piar da coruja rompe torpor dessas trevas,
Rodrigo Canani Medeiros
Vou repisar os meus rastros, percorrer caminhos gastos no alvorecer dos meus dias pra reencontrar a alegria
Rodrigo Canani Medeiros
Era uma tarde de chuva num setembro de aguaceiro, quando Venâncio Fogaça pitava um palheiro grosso
Rodrigo Canani Medeiros
Acordei de relancina co’as batidas do martelo me acarcando o pensamento, olhei na volta do rancho
Rodrigo Canani Medeiros
Sereno é o orvalho que da noite brota -lágrima terrunha a invadir distâncias que nas manhãs claras se eleva ao céu! Sereno é o homem, firme em suas botas,
Rodrigo Canani Medeiros
Se o sol peregrino andeja pra oeste mirando a boieira no seu caminhar, o Tempo Tropeiro ruma ao setentrião, buscando seu norte... e voltando pro sul.