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9 poesias
Érico Rodrigo Padilha
As madrugadas alcançam as minhas rondas de insônia, Perdi a soma das contas que já varei noite à dentro, O mate quebra o silêncio desse ritual costumeiro, Ouço um grilo seresteiro contraponteando a guitarra
Érico Rodrigo Padilha
Senhores, peço licença, que a inspiração me concede, sei que um gaúcho se mede mais por atos que palavras, mas, por ser livre e sem amarras, seja aqui ou noutra parte, meu compromisso é com a arte, e a liberdade é meu guia,
Érico Rodrigo Padilha
De mansinho, sorrateiro, o inverno chega e senta as garras. Um vento frio me corta o pensamento, entangue a alma por dentro
Érico Rodrigo Padilha
Eu tenho um pago terrunho E motivos pra voltar. Eu vivo de nostalgias,
Érico Rodrigo Padilha
Sempre... Quando a noite grande, Se debruça na coxilha, Engolindo o dia em que passei distante,
Érico Rodrigo Padilha
Madrugada na campanha. O canto do batará Como um clarim de combate, Denunciando a madrugada
Érico Rodrigo Padilha
Por ter o campo na alma É que nunca fui estrada... Não vivo de nostalgias,
Érico Rodrigo Padilha
Duvido um dia mais lindo que um domingo ensolarado, pra se passar espichado na varanda do galpão. Golpeando “uns gole” de canha, tomando mate, pitando um crioulo, fechado a capricho, de um fumo tão bueno,
Érico Rodrigo Padilha
Nasci e cresci gaúcho, e hei de morrer como tal, meu velho torrão bagual, bendito solo abençoado,