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14 poesias
Jorge Lima
Da xucra essência pampeana Que carrego no meu peito Brota o verso deste jeito Neste estilo galponeiro
Jorge Lima
Dos payadores de antanho Herdei as tropas de versos E o patrão deste universo Senhor da vida e destino
Jorge Lima
É um pajador miguelino Que traz o verso... essa essência No meu sangue a descendência Que não posso renegar
Jorge Lima
Parceiro te alcanço o mate Erva crioula e das buena A cuia de cor morena Com bomba de pura prata
Jorge Lima
No galope deste tempo Janeiros venho cruzando Nos versos ando cantando As memórias do meu pago
Jorge Lima
Esta homenagem, que eu faço A três mestres da da poesia campeira Que levantaram a bandeira Deste meu pago sulino
Jorge Lima
Cevei um mate gaúcho Pra tomar com a madrugada Que a lua cheia cansada De rondar a noite fria
Jorge Lima
Quando a tarde chega ao fim Avermelhando o poente A luz do sol lentamente Vai apagando sua brasa
Jorge Lima
Faz tempo venho notando Que o mundo se transformou Muita saudade ficou Dos tempos de antigamente
Jorge Lima
A noite ronda a querência Prenúncio de vento e geada E a tarde que fez morada Num pôr de sol colorado
Jorge Lima
Aqui é um peão missioneiro Que ao bom Deus faz um pedido Sem querer ser atrevido Peço um pequeno presente
Jorge Lima
Há tempos que eu não cantava E o verso potro aporreado Vinha sendo anunciado Na idéia deste vaqueano
Jorge Lima
Na invernada da lembrança Cortei o rastro da história Risquei de espora a memória Volteando a tropa do tempo
Jorge Lima
Um dia cantei um verso Campeiro, bem a meu gosto Pensei nos tempos de moço Quando não tinha fronteiras