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34 poesias
Vaine Darde
Moça do sorriso claro como aurora de setembro, de outro riso, não me lembro, luzindo em matizes raros
Rodrigo Borges Bueno
Peregrinou pela pampa... Tordilho de toda a crina Na rebeldia teatina de um andejar inconstante Destino itinerante de repensar os valores
Rodrigo Borges Bueno
As almas eternas que vagam no Além Aguardam também voltar a razão? Ou sem a emoção dos instintos carecem E assim permanecem na escuridão?
Joseti Gomes
No mate da cuia grande, Cevado sempre a capricho, Eu bebo dedos de prosa Pelos balcões dos bolichos.
Andréia Silva Santos
O gaúcho tem muitos costumes, De aprender, de fazer ou até mesmo de comer, por exemplo. O gaúcho come churrasco
Joseti Gomes
Loucura que chega sem data ou recado Que fosse, pra gente saber, de antemão... Loucura de dia, de noite, de tarde, De ‘Lurdes, tão moça, tão determinada,
Kayke Mello
Toda a estrada poeirenta, Cria um rascunho de imagens De se apagar com as aragens E se amansar pós tormenta.
Caine Teixeira Garcia
Eu não sei rezar! Aqui, do lombo do pingo Não hay missas de domingo Só o campo é meu altar...
Anderson Fonseca e Mateus Neves da Fontoura
Novos tempos... velhos rastros! E a ilusão povoeira vai seguindo a sina de fazer estrada... Parece mesmo que até o campo resolveu fazer as malas... ...e agora, desarranchado, também se fez incerteza.
Carlos Eugênio Costa da Silva
Janela da casa simples elucubra linda imagem, e emoldura uma paisagem de campos e pinheirais;
Edson Marcelo Spode
Antigos tambores rufavam Por pulsos negros libertos Brindando os ritos incertos Gestas tribais de uma gente
José Luiz dos Santos
Sorvendo, aqui na varanda um mate, com muito gosto; batendo suave no rosto, a brisa que o tempo manda.
Osmar Ranzolin
Naquele lenço encarnado Que o velho atou no pescoço Há mil histórias que o moço Não imagina sequer...
Gilberto Trindade
A tarde já se entregava No comércio dos Fagundes, Há muito a carreira grande Tinha cumprido a função,
Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann
A mão cansada do velho A muito custo segura O frágil braço do neto, Na iminência do abismo
José Mauro Ribeiro Nardes e Francisco Carneiro Neto
A se julgar pela sombra, Era meio dia e meia, Enquanto o dono sesteia, O cusco cuida da tropa,
Julio Cezar Werner
O gaúcho é aquele cara tolerante, Em que todos os dias, Acorda pra tomar aquele mate. Em que os dias que passa,
Gabriela da Luz
Churrasco e chimarrão Roda de gaita no galpão. Muita música tradicionalista, Na fazenda Boa Vista.
Cristiano Ferreira Pereira
O justo destino ter, Campeando sempre a justiça, Por ser justo e merecer.
Cândido Brasil
Um vento matreiro assovia nas frestas, fazendo serestas no galpão campeiro e um trasfogueiro de calor intenso exala incenso da flor do braseiro.
Adão Quevedo
Estes teus cabelos brancos estas rugas no teu rosto, o tempo deve ter posto para irrigar o teu pranto...
Vitor Lopes Ribeiro
Repousam em meus rascunhos Os destinos que escolhi... Uma tropa de quimeras, Rincões que não conheci,
Zeca Alves
Matreiro,olhar desconfiado É claro!criado “solito” Lembro daquele “piazito” Retoçando em frente “as casa”,
Alberto Sales
O badalar do sino Se deu voz a quieta manhã Contraponteando com as patas Dum mouro delgado estradeiro,