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252 poesias
Adão Quevedo
da Silva Filho) Dona Isaura já beirava um século de existência,
Vaine Darde
Não sou poeta! Mora em mim um louco que tem crises de roseira em gestação,
Luís Lopes de Souza
Aqui o tempo não urge a consciência me sepulta no mofo da solidão, como a larva do repúdio ruminando a realidade
Carlos Omar Villela Gomes
Se não estás aqui não tenho culpa, Mas se eu estou aqui, a culpa é tua! Não soube dos teus trancos e teus sonhos, Nem lembro dos teus passos pelas ruas.
Bianca Bergmam
Foi há muito, muito tempo, Ou quem sabe, ainda nem foi... Muito pó e pouca vista a confundir os olhos
Telmo de Lima Freitas
A lua foi testemunha, Já quase clareando o dia, O redomão Ventania Não aceitou o baixeiro.
Rodrigo Bauer
Além de todos os marcos, das pontes e das divisas, depois dos campos e cerros que somem sob o horizonte, há uma fronteira cortada que o tempo não cicatriza; nela se ocultam as horas dos amanhãs e do ontem...
Moisés Silveira de Menezes
Se é pra falar de araganos cavalos e homens gaúchos Pedro era o nome, recordo pedra Pedro, inquebrantável
Cristiano Ferreira Pereira
Tropeiro das noites curtas... na ronda das tropas grandes. Orelhano...
Carlos Omar Villela Gomes
Não sei se vem de longe este desejo que me faz navegar tantos mates... Um beijo doce transborda no manto azul dos meus sonhos,
Carlos Omar Villela Gomes
Meu tio tem uma montanha... É uma montanha encantada! A grandeza da paisagem Contraponteia meus passos,
Érico Rodrigo Padilha
As madrugadas alcançam as minhas rondas de insônia, Perdi a soma das contas que já varei noite à dentro, O mate quebra o silêncio desse ritual costumeiro, Ouço um grilo seresteiro contraponteando a guitarra
Cláudio Silveira
Enquanto um “hornero”, Faz bombeador da cabeça de um palanque, (na liturgia antiga de chamar o dia em “tempraneras” clarinadas) Antônio Estarrabachél, “empeza” a lida com o sentar crioulo de basteiras,
Carlos Omar Villela Gomes
Eu sou apenas palavras Pelas palavras de alguém; Eu não respeito ninguém, Apenas semeio o nada.
Guilherme Suman
Uma visita silenciosa Adentrou o meu jazigo; Com olhos de quem quer prosa Deparou-se, então, comigo.
Cristiano Ferreira Pereira
Não!... Não ficou tapera a fazenda antiga! Arrendou os campos,
Tadeu Martins
Do meu repertório Não passa de um Assobiozinho vaneirado
Jadir Oliveira
Quando me recosto sorvendo um amargo andejo lonjuras, sem sair do galpão... Meus olhos de campo se viram pra dentro,
Juarez Távora Pacheco Fialho
Quando o ventito afiado farfalhar As folhas do umbu guardião. . . Quando o ronco sonoro do mate novo Ecoar neste chão. . .
Mateus Neves da Fontoura
Venho do fundo do tempo Me chamam diabo por velho. Fui santo anjo no Império Banido por traição
Jurema Chaves
Não me ofereças assim o teu sorriso Pois em mim, não há mais tempo pra sonhar Teu riso ascende em mim tantos anseios Mas a mão do tempo, já me botou o freio
José Luiz Flores Moró
I É uma noite medonha... Muito fria, A que transponho solito... Cavalgando, Meio sem rumo, em trevas, procurando
Cláudio Silveira
...Aos que tem Rumo e Querência - sempre sobram motivos pra voltar!... Pra quem nunca teve norte - pouco importa a direção dos ventos... ...Filosofias de galpão pelas tardes de garoa, De quem nasceu no campo - quando a vivência era a lei maior...
Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam
As asas da poesia não têm plumas Mas revoam muito além do céu imenso; Levam junto as raízes do que penso E propagam claridade frente às brumas.