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12 poesias
Jadir Oliveira
Quando me recosto sorvendo um amargo andejo lonjuras, sem sair do galpão... Meus olhos de campo se viram pra dentro,
Jadir Oliveira
Vertente doce da serra Que habita o ventre da mata Como uma artéria de prata Jorrando o sangue da terra
Adão Quevedo e Jadir Oliveira
Semeei sonhos e quimeras pelas terras onde andei... Das sementes que plantei colhi trigo, fiz o pão, arei bem, meu coração... Guardei meus versos singelos e o que restou de mais belo no celeiro da ilusão... Foram safras de emoções, de guitarra e poesia, pra encher a vida vazia e espantar a solidão.
Henrique Fernandes e Jadir Oliveira
Qual é o ponto de partida? A morte ou o nascimento...? Parei pensar um momento Nestes mistérios da vida...
Jadir Oliveira
O campo que vive em mim é o mesmo dos meus avós, que por mais que a vida passe e a gente se vá embora ele permanece vivo pra sempre dentro de nós...
Jadir Oliveira
Olhando o rancho tapera com o semblante já puído O telhado esburacado e o oitão quase caído. Fiquei parado em silêncio ao lembrar porque eu vim Pra ver de perto as histórias que o vovô contou pra mim.
Jadir Oliveira
O que haverá por detrás do homem? Quais os mistérios que sua alma tem? Quem saberá para onde caminha? Quem saberá de onde ele vem..?
Jadir Oliveira e Adão Pedro Bernardes
O silêncio tem efeitos De reflexão e calma Entendê-lo é percorrer Os labirintos da alma.
Jadir Oliveira
Abro minh'alma cativa que amanheceu orvalhada, querendo ser libertada por esta musa nativa,
Jadir Oliveira e Vianei Oliveira
Depois que vim lá de fora nunca mais contei estrelas Com tanta luz na cidade, mal e mal consigo vê-las. Depois que vim lá de fora muita coisa em mim mudou Talvez não seja a metade de tudo aquilo que sou.
Jadir Oliveira
Mais uma noite campeira, Chega encostando os gravetos No velho fogo crioulo Que acendi no meu galpão.
Jadir Oliveira
I VI Desde que a vida pulsara O taura nasce igual no ventre xucro da terra ao maula recém nascido existe uma eterna guerra mas o rumo é dividido