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21 poesias
Marco Antônio Dutra
Iniciamos esta noite Recitando Campos e Pingos Pra homenagear este campeiro Que tem por nome Domingos.
Marco Antônio Dutra
Oigalê Fascínio!... Quando abro portas pra esse coração andante, atropelando em fúrias
Marco Antônio Dutra
A quem chamamos campeiros?... Homens rudes, mãos calosas, pelos traços, um carão. Destapado das brumas cinzentas
Marco Antônio Dutra
Quisera subir além das nuvens Emprenhadas com aguaceiros de agosto, e olhar o mundo com os teus olhos, purificados de alma e coração.
Marco Antônio Dutra
Como a figueira guapa - enraizada na coxilha - de porte sóbrio e altivo Nasce em meio à campanha
Marco Antônio Dutra
Da alma de um campeiro Nascem viagens de sonhos. Pois mergulham, nos seus íntimos... Embalando as esporas,
Marco Antônio Dutra
Pelas feições se sabia que o índio era Bueno demais. O seu nome? Pouco importa. Pois os chamavam de Chico.
Marco Antônio Dutra
Fim do dia desencilho, Recolho o pingo pra dentro. Atiço o fogo Aqueço a água pro mate.
Marco Antônio Dutra
O sol se vinha a soslaio sobre umas nuvens cinzentas. E um forte vento do sul a repontar na culatra
Marco Antônio Dutra
Trazia nas mãos calosas As estâncias do Rio Grande Marcadas com cordas brutas Do braço forte de domar.
Marco Antônio Dutra
Há muito que a natureza Dava lições de harmonia Pois nunca na plenitude, De compreender belezas raras,
Marco Antônio Dutra
Cresci no meu faz de conta, Bombeando para esse homem Trazia na sua estampa E no aço bronze dos braços
Marco Antônio Dutra
Nas arrancadas da vida, foi marcada pra sofrer. Pois desde já muito moça, Estava escrito o seu destino.
Marco Antônio Dutra
Nos anteontem do tempo Campeio recordações... E trago para a memória A estampa do meu avô.
Marco Antônio Dutra
Eram gaúchos de fato, Aqueles homens de outrora. Com barbas brancas na cara E, silhuetas de longos perfis.
Marco Antônio Dutra
Quando um acorde solene Desgarra do alambrado das cordas do violão, Em contraponto a lua,
Marco Antônio Dutra
A boieira já vai alto, quando me afino pro catre forrado, com pelegos brancos, que desnudam o cavalete,
Marco Antônio Dutra
Um homem que vive só sempre trilhando os caminhos, busca na sua quietude um alento pra solidão.
Marco Antônio Dutra
Quando o sol se alça de golpe para o crepitar da manhã, abre as janelas da vida buscando sonhos eternos
Marco Antônio Dutra
As labaredas do fogo do galpão são espelhos pra minha alma cantadeira... Pois viajam no tempo, entre rendas de nuances rubras que brotam do espinilho em brasa
Marco Antônio Dutra
Pelas ruas da cidade Sigo ao tranquito e a esmo Vejo passar de soslaio aquele mundão de concreto