Alma em Verso
Acervo

Poesias de Carlos Omar Villela Gomes

64 poesias

  • A Batalha de Santa Maria

    Carlos Omar Villela Gomes e Ricardo Rítzel

    Os meus olhos de guri eram puros, verdadeiros, Só miravam brincadeiras e pequenos horizontes; Bebiam das limpas fontes que a infância nos proporciona.... A minha alma era dona da velha Boca do Monte.

    I Estância da Poesia Crioula - Virtual
  • A CAIXA DOS SONHOS DESFEITOS

    Bianca Bergmam e Carlos Omar Villela Gomes

    Quando eu abri os meus olhos E enfim notei esse mundo, Tinha ânsias de saber, De onde vinham os ventos?!

  • A Cidade dos Homens Livres

    Carlos Omar Villela Gomes

    Um povoado se fez Com seus esteios de fé... Erguido com altivez, Veio mostrar o que é.

  • A Culpa é Tua!

    Carlos Omar Villela Gomes

    Se não estás aqui não tenho culpa, Mas se eu estou aqui, a culpa é tua! Não soube dos teus trancos e teus sonhos, Nem lembro dos teus passos pelas ruas.

  • A Espada

    Carlos Omar Villela Gomes

    A espada é feito uma pena que escreve com cor de sangue... O instinto e a loucura refletindo no metal; Os motivos e a bravura

  • A Janela do Nada

    Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam

    A janela do nada não mostrava nada, Numa falta de tristeza e alegria sem igual. Debruçado sobre o tempo, transparência emoldurada... De um nada sobre o outro, fui erguendo o meu quintal.

    15º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • A Minha alma se afogou no rio

    Carlos Omar Villela Gomes

    A minha alma se afogou no rio... Peço desculpas se não convidei Os amigos pra o funeral, Mas foi tudo muito rápido, brutal,

  • A Moça dos Olhos Brancos

    Carlos Omar Villela Gomes

    Não sei se vem de longe este desejo que me faz navegar tantos mates... Um beijo doce transborda no manto azul dos meus sonhos,

  • A SANGA BEIJOU MEUS PÉS

    Carlos Omar Villela Gomes

    A sanga beijou meus pés nessa tarde... Não pedi, foi algo natural, de improviso. Ela simplesmente chegou, Beijou meus pés e continuou a correr.

  • A Toca do Tatu

    Carlos Omar Villela Gomes

    A toca do tatu é esconderijo Onde o bichinho se resguarda e se protege; Onde tão frágil, se preserva dos perigos... É a natureza, que tão sábia, sempre rege.

  • A Última Dança

    Carlos Omar Villela Gomes

    Chegou num tranco seguro De dono, líder, patrão... Fazendo contrapartida Ao tranco do coração.

    10º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • Alma Antiga

    Carlos Omar Villela Gomes

    A eternidade é lagoa Por onde o tempo navega... O tempo, que abençoa Gerações e gerações.

  • Amo e Basta

    Carlos Omar Villela Gomes

    I Amor! Amor eterno e constante... A vida se inunda dessa aguada; Palavras nunca dizem o bastante...

    VI Esteio da Poesia Gaúcha
  • Batará

    Carlos Omar Villela Gomes

    Batará, galo entonado, não floxas nem no lançante, Porque nasceste cercado por uma cepa maior; Batará, plumagem buena, um taura que se garante, Mas ninguém vê em teu semblante o que tens em sangue e suor.

    VIII Esteio da Poesia Gaúcha
  • Cabriúva

    Carlos Omar Villela Gomes

    O vento vil não me verga Nem quebra a fibra da estampa Que o lombo forte do pampa Um dia viu florescer;

  • Cerração

    Carlos Omar Villela Gomes

    Cerração, não me assusta o teu cenho, Quando cerras, negando o futuro; Quando cegas os sonhos que tenho Meu cavalo é um morcego no escuro.

  • costeando o mundo

    Carlos Omar Villela Gomes

    Não se debruçam meus sonhos Em parapeitos rachados... Nem nas janelas gradeadas Que teimar em se fechar.

  • CRUCIFICADO

    Carlos Omar Villela Gomes

    Meus sonhos, ideais, a minha força; Ungi com água benta minhas esporas Já cansadas de garrões e de puaços.

  • De Alma Inteira

    Carlos Omar Villela Gomes

    Retoçou o peito feito potro arisco renegando freio... Já mirei na volta, procurando as portas pra saltar bem longe dessa solidão.

  • De Costas

    Carlos Omar Villela Gomes

    De costas, fora de pulha, é assim que vejo o mundo... É assim que vejo os dias que passam ao meu redor, Contemplo o chão, deixo as casas, reviro a alma nas brasas E bato meu par de asas pra revoar da razão.

  • DESAMOR

    Carlos Omar Villela Gomes

    Gota a gota, afogou o que era belo E eu finei na torre alta de um castelo Que, sem base, foi criado pra afundar.

  • Do que Falam os Sonhos

    Carlos Omar Villela Gomes

    Suspira a folha amarela De um caderno envelhecido, Como buscando respostas Que ninguém mais encontrou;

  • DOS QUE SE FORAM

    Carlos Omar Villela Gomes

    Tudo parte de um fogo quase extinto e uma pequena cruz Onde um rosto sofrido parece me olhar... Já não há dor, mas sim uma saudade mansa Que não me abandona nem me deixa esquecer.

  • E a Terra Não Esqueceu

    Carlos Omar Villela Gomes

    Sob meus pés o silêncio, Sobe meus pés o destino De gerações estraviadas Pelas pateadas do tempo .