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19 poesias
Caine Teixeira Garcia
Eu sou o sal da partida E o doce do reencontro, Garoa que molha o verde Pra jujar um mate novo.
Caine Teixeira Garcia
Ela sonhava em ser poesia... E nunca soube ser mansidão! Te aquieta! - a realidade dizia – Pois ninguém vive de ilusão!
Caine Teixeira Garcia
A madrugada, preguiçosa e cálida, Tece um silêncio incomum! Nem corujas, em seu mau agouro Nem alaridos do vigilante quero-quero...
Caine Teixeira Garcia
Confessei-me em silêncio ...a lua, ouvindo minhas preces. Repontei quimeras, ao vento - Quem sonha, não adormece!
Caine Teixeira Garcia
Eu não sei rezar! Aqui, do lombo do pingo Não hay missas de domingo Só o campo é meu altar...
Caine Teixeira Garcia
Me arreneguei... e "rasguei a poesia"! Não era eu naquela folha... ...quiçá, meus sonhos... por entre as linhas. Eu até tentei ser tudo aquilo,
Caine Teixeira Garcia
Vai bem judiado o meu verso Já quase vencido, estropiado... Quem sabe, cansado da lida E de camperear com o gado.
Caine Teixeira Garcia
Os meus longos e negros cabelos Emolduravam histórias na minha pele rude Tal qual a noite com a sua veste escura Morada da lua em toda a sua plenitude!
Caine Teixeira Garcia
O homem sentado à sombra De bombacha arremangada, Mantém um olhar distante E meio que olhando pro nada...
Caine Teixeira Garcia
O lado escuro da sombra É o mais escuro dos lados... Transita em meio ao que é certo Mas vive mesmo do errado!
Caine Teixeira Garcia
Eu tinha um baita petiço Que eu chamava de “Raio”. Das patas brancas e curtas E de pelagem bem baio.
Caine Teixeira Garcia
O meu verso envelheceu Mateando ao canto dos galos, Com a encilha dos cavalos Bem antes do alvorecer...
Caine Teixeira Garcia
Um bom dia morno Que se faz suplício, Serve um mate frio Que à mão alcança...
Caine Teixeira Garcia
Quando o poeta chorou A dor feriu, mortal como bala! Puseram-se sonhos na mala Que o destino guardou.
Caine Teixeira Garcia
Ressona a estância... Meus devaneios, não! Sobrevivo assim, num purgatório reflexivo... Travo embates - em meus adentros
Caine Teixeira Garcia
Houve um tempo em que a saudade Era um caminho... Houve um tempo em que o caminho Era esperança!
Caine Teixeira Garcia
Nestes silêncios de barro e pedra Pelos "adentros" de mim, padeço... Há na incerteza, que vinga e medra lalvez a herança do que mereço!
Caine Teixeira Garcia
Um poema no Sul É Boitatá na escuridão, A clarear a imensidão Da pampa vieja machaça...
Caine Teixeira Garcia
Voltei... ...me aguarda a tolderia de um poncho! De suas baetas escorrerão penas Que hei de colher nesta vida,