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15 poesias
Juca Ruivo
Quando chegar esse tempo, pelos galpões das estâncias, se ouvirão as ressonâncias das cordeonas melodiosas.
Juca Ruivo
Convenceram o crioulo, de que nas noites serenas, das coisas, a voz apenas é que se ouve no plano,
Juca Ruivo
Aos Compadres do Rincão para cumpri-las, por si acaso não “seguirem” antes... Não é de hoje que me negaceias,
Juca Ruivo
Lusco-fusco. Hora mansa. Silêncio de Campo Santo. Se escuta o último canto dum Bem-Te-Vi solitário,
Juca Ruivo
Como adeus em despedida, vai-se a tarde, tristemente. Pelas bandas do poente um sol de seca esmaece.
Juca Ruivo
As minhas noites de guasca bruto, muito mais largas do que as minhas penas, noites amargas, quando serenas,
Juca Ruivo
Memória dos bardos das ramadas, dos ilhéus, — das violas Lusitanas: memória das guitarras Castelhanas, em milongas, pericons e habaneiras.
Juca Ruivo
O sereno chorou no santa-fé do banhadal, onde o pássaro filósofo assuntava num pé só, segredos que os homens não penetram...
Juca Ruivo
Como esperança de pobre, que nem estrada real, são compridas, por igual, as tristes noites de inverno...
Juca Ruivo
Quando eu volver para o meu pago, um dia, e ouvir de novo a glória da querência na cordeona do pássaro gaúcho, encarnarei, — por tão curtida ausência -,
Juca Ruivo
Entre umbus e sina-sinas, em meio a pedras erguida, no descampado esquecida como saudade passada,
Juca Ruivo
Venho das eras em que as taperas, tristes, atuas, silenciosas,
Juca Ruivo
Sou boleadeira Charrua, sou laço de couro cru. Sou a sombra de um umbu, sou touceira de flexilha:
Juca Ruivo
Guitarreando a tradição crioula, o pássaro bagual de topete colorado escolheu para cancha a última forquilha do umbu esguaritado,
Juca Ruivo
José da Silva Leal Filho) Tarde pampa. – Como um beijo, qual leve roçar de asa,