Carregando poesias…Acervo
21 poesias
Matheus Costa
A infância alcança no estrivo, logo que acordam os galos... ... enquanto um braseiro vivo acorda o dia, em estralos. Clareia escuros profundos que a madrugada guardava com a “pontezuela” do mundo, que é o brilho da estrela D'alva!
Matheus Costa
São as horas dos caminhos para os passos cruzadores... Para o tempo dos sozinhos vaqueanos desses rigores...
Matheus Costa
Balbuciou o laço atado seus queixumes e lamentos enquanto preso nos tentos d'um cristão enforquilhado.
Matheus Costa
Do sereno no alambrado, até os olhos dos campeiros... Há uma lágrima insistente que compõe seu pranto antigo. Há um silêncio incompreendido, das esperas e lonjuras...
Matheus Costa
Depois que o tino das mãos destina rédeas às casas, e o sol que veste o rincão vai morrendo em mornas brasas,
Matheus Costa
Nos olhos, poeira e distância... Na alma, restos de adeus!... Desta forma, João Lonjura
Matheus Costa
Este par de asas miúdas - gigante pra quem as sente - com destino diferente rompe lonjuras do tempo.
Matheus Costa
Estranha o sestro e a cisma que perdeu, sentindo a idade; E, talvez, tenha saudade dos retovos, d'um tirão.
Matheus Costa
O espírito incessante que há na alma dos poetas… ...voa livre nos caminhos, pelos rumos que escolheu. É testemunha confesso dos resquícios da saudade... ...pois, sem ela, é só metade diante à tudo que viveu.
Matheus Costa
Este livro envelhecido Tem marcas que eu mesmo fiz E a própria vida hoje quis Dar conta do que guardei...
Matheus Costa
O tempo puiu de sombras a pilcha do índio pobre... Mas não escondeu a poeira e o costumeiro relaxo
Matheus Costa
Na volta da encruzilhada vão quatro sombras adiante. Pastando a lua minguante num espelho de banhado.
Matheus Costa
Rincão, caminho de esperas pra'o andante em tempo vago; Com silêncios que embriago o peito, quando tapera.
Matheus Costa
Porteira chora pra o vento, assim como a sanga clara conduz seu lerdo lamento aos pedregulhos ribeiros…
Matheus Costa
Quem me vê nada imagina Do que tenho por malgrado, Pois meu semblante bordado Não transparece jamais
Matheus Costa
Tenho a pressa pela sina E o respeito aquerenciado Com a gêmea do meu corpo Talareando no outro lado,
Matheus Costa
Para os olhos da tapera - curiosos e sonolentos - quanto mais vertem lamentos, mais recorda-se o que era.
Matheus Costa
Que destino, moça bela, Ter nascido Bem-Te-Vi Se meu canto - que era livre É prisioneiro de ti...
Matheus Costa
Busquei na sombra copada que existe no olhar dos meus, um pouso para a jornada que por diante se estendeu;
Matheus Costa
Quem te assume, pobre moça renegada deste mundo? Escondida n’algum fundo, entre o ego e a ganância.
Matheus Costa
I Quem cruzar (mesmo distante) sob o silêncio da alma,