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2.721 poesias no acervo
Jéferson Rogério Valente de Barros
Eu te amo papai! Está chovendo lá fora. Me protege da tormenta! E se esse vento arrebenta
Alcindo Neckel
A alma se eterniza além do corpo da gente!... Feridas de tresontonte o mate não cicatriza!...
Colmar Pereira Duarte
Cresci no meio dos pastos buscando o sol, por instinto. E foi a ânsia que sinto de desvendar minha sorte,
Jayme Caetano Braun
Pra ti, xirua clinuda, Dos ranchos de chão batido, Com babados no vestido Na orelha, um galho de arruda,
Alcindo Neckel e Luís Lopes de Souza
Um céu longe multicor estende o véu da aurora no meu olhar já sem cor... trazendo imagens vagas
Guilherme Collares
A correnteza é a lágrima que choram, as pedras mouras do porto das lavadeiras...
Carlos Omar Villela Gomes
Não! Não pronuncies mais meu nome! Estás totalmente proibida... Te nego integralmente esse direito Com a mesma lei que me negou a vida!
Jayme Caetano Braun
A ti, meu velho querido, Joelhos no chão, ofereço, Este rústico adereço Trançado de couro cru!
Lauro Teodoro
Ora! meu velho galpão, para onde foram as lidas, que te impôs a decadência, nessa condenação da vida.
João Batista de Oliveira Gomes
Patrão velho peço licença Entro de chapéu na mão, Dobrando o joelho no chão Eu faço o sinal da cruz,
Albeni Carmo de Oliveira
Patrão velho do infinito, Perdoa meu jeito rude, Mas é a forma que pude De fazer minha oração.
Jorge Claudemir Soares
Uma grota, uma sanga, e um rancho a beira-chão, Assim era o meu rincão na costa do Caiboaté.
Luciano Salerno
Por destino ou precisão, Rumores de ventos inverneiros vêm Espantar lonjuras de céu na imensidão! Lembranças deste dia que não irão voltar:
Marco Antônio Dutra
Quando um acorde solene Desgarra do alambrado das cordas do violão, Em contraponto a lua,
Antônio Augusto Fagundes
Eu já nasci gauderiando: como filho de perdiz, fui dono do meu nariz já descasquei - disparando!
Pedro Darci de Oliveira
Um fim de tarde cinzenta prenunciava mau agoro, em relâmpago, um estouro, a momentânea cegueira,
Luís Lopes de Souza e Alcindo Neckel
Morte...! Sombria e real mas consagrada por mito, um ditame racional desde os primórdios escrito...
Salvador Ferrando Lamberty
Sou prenda-criança, boneca esperança, cabelos de trança ou soltos no ar...
Dimas Costa
Com licença. Venho dizer-lhes que esta minha devoção que trago no coração embora ainda criança,
João Batista de Oliveira Gomes
Simplesmente sou uma prenda Bem jovem ainda estou, Alguém já me perguntou Porque amo tanto este pago,
Gonçalves Chaves Calixto
Eu sou prenda gaúcha Reparem no meu estilo Este meu jeito tranqüilo Expressa a minha imponência
Albeni Carmo de Oliveira
Chinoca, quando te vejo Passares na minha frente, Despretensiosa e contente Com um andar caborteiro
João de Freitas
Nasci de um ventre sagrado, Da mãe que me deu a luz, Com licença de Jesus O mesmo me deu noção
Salvador Ferrando Lamberty
Já se cantou liberdade, Cantou-se a saga pampeana, Eu vim para cantar belezas Da linda prenda serrana.