Prece ao Galpão
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Ora! meu velho galpão, para onde foram as lidas, que te impôs a decadência, nessa condenação da vida.
Em tua majestosa sombra, Muita alma descansou. Um templo que agora tomba, nos ciclos vivos que ostentou.
Quantos pássaros junto a ti galpão, Faziam ninhos... e viviam a cantar. Quantos guachos berravam em vão, Penando a dor de quem não vai voltar...
Te confesso meu velho galpão; Na memória guardei teu nome. Bem no fundo do meu coração, Tu és devoção, e fome.
Muitos já te abandonaram. Não querem mais te ver, Mas, Eu, não renego as origens... E jamais vou te esquecer!
Mas se alguém me ver chorando, Pelas pulperías, aqui da cidade, Será o remorso... das injustiças... Arrancando do peito, a minha saudade!!!