Preludio de Um Temporal
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Um fim de tarde cinzenta prenunciava mau agoro, em relâmpago, um estouro, a momentânea cegueira, O céu cobriu-se de poeira se formava um temporal, fazendo que o pastiçal esvoaçasse a cabeleira.
As nuvens num trote forte seguiam do Sul pro Norte como ter pressa em chegar.
Coisa feia...
Atrás das nuvens, do vento, como dois ferros cruzando, igual dois bravos peleando riscou de luz céu a fora. tiniram muitas esporas... ecoaram aos quatro cantos, depois desce o negro manto da escuridão que apavora.
O poncho negro da noite qual uma imensa mortalha, cobre os gritos de batalha no imaginário do pampa. Como entrechoques de guampas na disputa de um saleiro se alvorotam os salseiros como um clarim de garganta. E em meus dedos os arpejos de um dedilhar de guitarra
Voltiando o fogo de chão o silêncio é quase mudo, só o relincho de um crinudo troveja como um gemido como se o tempo ferido. despertasse das canhadas, lembranças de almas penadas na angústia de ter partido.
Bato as cinzas de um tição no9 velho fogo campeiro.
E a noite segue tropeando no lombo do minuano, assustador e aragano se entrelaçando nas sombras, encrespa os lagos com ondas e silencia os pantanais qual cantigas funerais da morte fazendo a ronda.
Surge uma nova manhã despertando novos sonhos.
Mescla o capim verde escuro um tapete de erva verde como a desenhar um pala na hora da despedida. E uma réstia de sol parida por entre galhos da buva Montavam pingos de chuva na pitangueira florida.