Carregando poesias…Acervo
2.721 poesias no acervo
João Batista de Oliveira Gomes
Este nome de Tózinho É um nome meio esquisito, Pois não é nome bonito Foi eu mesmo que escolhi,
Bianca Bergmam
O dia amanheceu cinzento... Eu não queria que fosse assim! Queria um belo arco-íris E as cores da primavera
Jayme Caetano Braun
Mãe bugra missioneira É a história que me pariu Na barranca desse rio Numa taba de fronteira
Nabuco Portes
O prenilúnio crescente Transpondo o véu da distância; E lá no fundo da estância Ela se vê, de repente
Jorge Lima
Dos payadores de antanho Herdei as tropas de versos E o patrão deste universo Senhor da vida e destino
Apparício Silva Rillo
Irmão do asfalto, do salto, do assalto, nos ranchos no alto e dos olhos no chão, esquece o imediato, vem ver este mato, beber deste rio - um crioulo Jordão.
Júlio César Paim
E nasceu mais um menino!... ...igual a todos os meninos de seu tempo, veio ao mundo pobre, sem nada...ou alguém já viu uma criança nascer com
Joseti Gomes
Quem vê este rosto de olhar distante, com marcas de um tempo antigo, talvez não possa entender que uma vida só de entregas,
Jayme Caetano Braun
Mataram meus infinitos E me expulsaram dos campos; Da terra nasceram gritos, Dos gritos brotaram cantos!
Carlos Eugênio Costa da Silva
Quem diz que mulher é frágil e aos homens não se compara, não sabe o que se depara na vida da mulher rural.
Luís Lopes de Souza
Como um mísero desprovido e coitado, só te ofereço um gesto acanhado e rude, este poema também pobre e tresloucado que ao teu sorriso alcançará plenitude...
Rodrigo Canani Medeiros
Num junho de renguear cusco, em pulperia distante, me atraquei numa canastra com o Tempo, velho matreiro.
Paola Aparecida Pimentel dos Santos
Na pista, sob holofotes brilhantes a dança se desdobra em movimentos, e como pássaro em voo segue adiante na coreografia que não para um momento.
Ari Pinheiro
Parei de criar cavalos na estância do improviso que pra chegar ao paraíso é preciso muito pouco
Ari Pinheiro
Cova, rama e folhagem. Raiz, tafona e farinha... Se foi a ilusão que havia No sem fim das invernadas...
Luís Lopes de Souza
“Como uma clave de vento entre rudes cantilenas, é o assovio do adejo fazendo acordes, das penas...”
Ari Pinheiro
O vento de abril deixou um rastro De folhas mortas pelo chão... Levou as andorinhas Levou as largas tardes quentes E até uma pequena réstia,
Elomar Luiz Parizotto
Esta garoa fria e fina, que cai fazendo barulho no zinco do meu galpão. E um vento meio oitavado,
Carlos Eugênio Costa da Silva
Campo grande qual tapete verdeando o campo do pago, ao longe o vulto imponente de uma figueira grandiosa
Osmar Ranzolin
Levanto cedo e já saltei pra fora que o dia é curto pra quem tem andança, a mãe me intica se já vou embora e depois recorda que ainda sou criança.
Sebastião Teixeira Corrêa
Há um momento em que o passado, Por mais que esteja distante, Parece voltar, num upa, Cavalgando um pensamento;
João Carlos da Fontoura
Quando a tarde adormece nos braços da noite e as vacas mansas vêm berrar na frente da estância, no peito de uma mulher solita berra uma tropa de saudades...
João Carlos da Fontoura
A forte garoa guasqueada que vinha do sul, se aninhava nas quinchas do galpão tosco.
Osvaldo Machado
Venho do fundo do tempo seguindo o curso da história. Buscando na trajetória resgatar alguns valores,