Das Coplas de Algum Andejo
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“Como uma clave de vento entre rudes cantilenas, é o assovio do adejo fazendo acordes, das penas...”
De algum andejo se ouviu... o serenal, o encanto, a magia, o acalanto num salmodiar de assovio, essas notas maviosas que se derramam chorosas quando a solidão do Pampa no silêncio se acabrunha... onde pagão altivago em pentagrama terrunha...
Solito... de algum andejo se ouviu... como um lamento proscrito a um cambicho sem razão, onde a clopa faz escala no borbonear da ilusão...
Entre miragens do amor de recuerdos malogrados, surge um rostinho trigueiro dois olhos lindos faceiros feitos de luz e pecado, onde existe a candura do campo verde orvalhado, ora em tom de alegria cantando vidas passadas, ora imersos de saudades em noites enluaradas...
... visões do amor perdido dão melodia e sentido no alolargo das jornadas, pra tantas clopas plangentes de notas apaixonadas...
É um andejo... que, tem razões remanescentes pra seguir caminhos vagos, os matizes das estradas, o silêncio das pousadas, vastidões ermas dos pagos, lhanuras e madrugadas...
Dos amores, dores... por isso busca outros rumos assoviando seus anelos, favônicos trazem eflúvios de, outras marcas e outros pelos...
... andejar e assoviar as paixões em suas andanças, é um atravismo tranqüilo eu um macho traz como herança, com busca vã rapinando da alma sonhos distantes, leva clopas por consolo a um coração tão errante...
Sonhos... sonhos brandos de amores não combinam na verdade, com os sonhos redomões que chamam de, liberdade. Sonhos que... alguns mermam e se vão, outros ficam e, são eternos, em perene inspiração das clopas, tristes e ternas...
“Como uma clave de vento entre rudes cantilenas, é o assovio do andejo fazendo acordes, das penas...”
Desses... que através da noite grande na ronda de seu penar, ruminam paixões pungentes impossíveis e distantes sem ter rumo pra voltar, pois, no gauderiar da vida já fugaz, encanecida, restou saudades perdidas, que esquecera, de assoviar...