Da Ponta do Mato
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Irmão do asfalto, do salto, do assalto, nos ranchos no alto e dos olhos no chão, esquece o imediato, vem ver este mato, beber deste rio - um crioulo Jordão.
O rio é um andejo vestido de águas, o céu é um rancho quinchado de luz, o mato é um templo de verdes colunas erguendo galhadas em foma de cruz.
Irmão do asfalto, do salto e do assalto, dos ranchos no alto e dos olhos no chão, desgarra das garras, desprende as amarras, liberta as cigarras de teu coração.
Meu vinho é o sereno com luzes de estrelas no cálice frágil da flor do aguapé, meu pão consagrado é a hóstia da lua e o vento e seu canto meu hino de fé.