Carregando poesias…Acervo
2.721 poesias no acervo
Gilberto Trindade
É um trovão no descampado e uma carga farroupilha É o pampa de braço erguido derrubando o alambrado
Ari Pinheiro
Quando um verso corcoveia Na goela de um payador Em mais um canto de flor Para o pago renascer
Bianca Bergmam
Quanto vale a vida de soldado raso E seu sangue pobre a manchar os campos? Quanto vale o tempo que não foi estrada? Quanto vale o sonho que jamais se fez?
Apparício Silva Rillo
Já muitos quartearam muitos, — seja aqui ou noutra parte - mas poucos quarteiam poucos no dar-se asas à Arte.
Maria Luiza César
Outra vez senti tua falta De repente, num lampejo Por tua sina de andejo A saudade me afronta
José Paulo Fialho
QUARENTA E CINCO TIJOLOS E DOIS QUILOS DE CARVÃO. QUATRO QUILOS DE COSTELA, SAI UM CHURRASCO DOS BONS,
Sebastião Teixeira Corrêa
- Deus abençoe os poetas Que transformam sentimentos Em palavras de ternura, pros veios do coracão! Deus abençoe os poetas
Antônio Augusto Ferreira
Que Deus é esse, que se faz de branco e escraviza o negro e contempla o branco destruir o índio no maior silêncio?
Alcy José de Vargas Cheuiche
Entendo. Envelheci entendendo. Bicho não tem alma, eu sei bem, mas será que vivente tem? Que diacho! Eu gostava do meu cusco.
Elton Saldanha
Que estampa! Disse Uma moça, Pra me fazer um agrado, Era eu e o meu cavalo Ao tranquito num povoado
Júlio César Paim
Se vens, num flete negro-de-ciume, repontando uma tropa magra de anseios e uma tropilha de inveja, volte! ...
Derly Silva
Andando desempregado Ganhei o fora da prenda Mas me justei numa fazenda Por ser um índio campeiro
Cândido Brasil
Ponteio, canto e opino, opino, canto e ponteio e a lo largo bombeio o tremor do sol a pino
Loresoni Barbosa
Poeira no corredor , Ensimesmadas coplas ao vento, Anseios no semblante estradeiro E uma tropilha de sonhos
Maxsoel Bastos de Freitas
Entre paredes de pedra N’algum recanto do mundo Num conceito mais profundo De fé e prosperidade
Léo Ribeiro de Souza
I Pele de bugre, de marrom praieiro, matiz de bronze destes memoriais, couro curtido dentre os canaviais
Jayme Caetano Braun
Querência, rincão querido Do bochincho e do fandango, Da boleadeira e do mango, Da coxilha e da canhada,
João Otávio N Leiria
O pago das manhãs frias, onde me criei descalço quebrando duras geadas; o das tardes cismarentas,
Cyro Gavião
Quando a tarde vem chegando, De “tiro” traz a saudade... Cabresto forte é vaidade, No bucal do coração...
Jayme Caetano Braun
No cartão de procedência, Pouco importa onde nasci, Busquei rumo e me perdi, Querência, minha querência,
Xirú Antunes
Querência é parte de mim Uma alusão ao que faço, Jeito de andar por aí Jeito de lá, não daqui
Paulo de Freitas Mendonça
Em Rivera e Livramento Pajadores lado a lado Teu país e meu estado Se unem no sentimento
Estanislau Robalo
Olhos negros candongueiros Embuçalou meu destino Com teu olhar feiticeiro.
Jayme Caetano Braun
Vulto gaudério e teatino Do velho pampa deserto, No teu rancho a descoberto Dos ventos desprotegido,