Querendona
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Olhos negros candongueiros Embuçalou meu destino Com teu olhar feiticeiro.
O teu sorriso morocha Quando nos lábios se estampa Maneia a alma do taura Mais caborteiro do pampa.
Preto como a picumã São teus cabelos compridos E a malícia que provoca O teu andar atrevido
Pode ser xucro o ventana Que não te ganha o tirão Por teus caprichos já fica Manso de rédeas no chão.
Na polvadeira da estrada Andei cruzando caminhos E vim cair nos teus braços Pra deixar de andar sozinho.