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2.721 poesias no acervo
Cláudio Silveira e Cristiano Ferreira Pereira
Num trono de crina e cascos a vida se fez campeira, sem razões, só por ser...
Sebastião Teixeira Corrêa
Rastreei saudades perdidas, no interior de mim mesmo, Lembranças já esquecidas que adormeceram a esmo; Andei nas trilhas da ausência, que a muito já não andava, E encontrei minha querência, que há tempo não encontrava.
Lauro Teodoro
A velha porteira da invernada, Sempre foi o norte do peão. por ali passava para as lidas, voltando pelos rastros no chão.
Jurema Chaves
A uma quietude de espera No escondido do pranto, Que se arranchou nos recantos De cada canto de mim,
Egiselda Brum Charão
Liberdade é potro escarceando no verde chão da coxilha, ruflando crinas no tempo sem jamais conhecer encilha. É sonolento rio gemendo a serpentear o leito da terra, constante e lento andando varando campinas e a serra.
Sebastião Teixeira Corrêa
Meus olhos amanhecidos Reclamam noites de insônia Que há tempos venho passando
Moisés Silveira de Menezes
Quando um acorde celeste se desprende do infinito e vem me falar de manso pela boca escancarada
Sebastião Teixeira Corrêa
É ainda de madrugada, E pelas frinchas do rancho Vejo um clarão que se espalha Pelos caibros do galpão
José Machado Leal
Agradeço ao Pai do Céu por me perdoar os defeitos, as baldas, os preconceitos, me dando chão e guarida.
Gilberto Trindade
O galo canta no pago, evocando rebeldias… E o seu canto é como açoite tocando as trevas da noite,
Moisés Silveira de Menezes
Cando la pampa se duerme entre zambas y vidalas que viven en los ocultos del alma y de la guitarra,
João Otávio N Leiria
Tenho o ardor de um flete escramuçando, quando sente no lombo reluzento - a crina pelo ar, revolta, revoando – o chicotaço do vento
João Batista de Oliveira Gomes
A você meu velho pai, Que me escuta lá das alturas Excelente criatura Nos anos que aqui viveu
Apparício Silva Rillo
Isto que lerás, meu afilhado, quando souberes ler e sobretudo entender - E o importante, na verdade, é entender - não chega a ser um poema, me acredites.
Élson Lemos
Eu busco um recanto de paz e sossego, com campos bem largos, galpão pros amargos e empelegados cepos na volta das brasas.
Jorge Luiz da Rosa Chaves
Naquela tarde medonha O minuano me “assoprou”... Que ali naquela coxilha
Dimas Costa
Chegaste. Ainda bobo com a luz Deste mundo aonde estou. Eu, há muito cheguei.
Pompeo de Mattos
Senhores peço licença Para fazer uma invocação Em forma de oração Falar isso com meu jeito
Loresoni Barbosa
Um par de esporas e um manguito debochado, Um santo sob o sombreiro - por vezes mui preocupado – De prata a rastra oriental reluz no seu tirador, E dois cavalos de muda garantem o estradeador.
Apparício Silva Rillo
Eu era um frangote novo, crista curta e meia pua, quando não sei por que lua me deu cambiar de querência.
José Luiz Flores Moró
Embora apague a chama aventureira Que sustenta a luz da nossa história E vá nublando nos fachos da memória Os brios da epopéia farroupilha,
Luiz Menezes
Um dia longe fiz um rancho tosco De pau-a-pique, ficou lindo até. Uma ramada no oitão, florida Que contrastava com o santa-fé.
Marco Póllo Giordani
Águas puras que rolaram Na cascata da existência! Infância é como uma essência De arte - de ingenuidade.
Jadir Oliveira
Mais uma noite campeira, Chega encostando os gravetos No velho fogo crioulo Que acendi no meu galpão.