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2.721 poesias no acervo
Jurema Chaves
NÃO, não me olhes assim Com este jeito e menino triste, Que ousado insiste, em me perseguir. Desvie estes olhos de dentro dos meus,
Jurema Chaves
Mamãe chamou-me outro dia Para fazer-me um pedido, -Olhe meu filho querido Aquela flor amarela,
João Batista de Oliveira Gomes
Ao serrar a armada grande Bem no fim da campereada, Já peço ao patrão da estância Ao capataz e a peonada,
Marco Antônio Dutra
A boieira já vai alto, quando me afino pro catre forrado, com pelegos brancos, que desnudam o cavalete,
José Luiz Flores Moró
Antes... Bem antes da luz da madrugada, Nessa hora tranqüila em que a peonada Busca sonos no campo das lonjuras,
Luciano Salerno
No horizonte... O dia floresce criança, A magia da luz a cada novo tempo Traz em seu fulgor íntimas lembranças.
Alex Brondani e Gilson Parodes
Nos caminhos dos meus dias Me ajustei e vim formar, Uma quadrilha de potros Pros meus sonhos encilhar.
Lauro Teodoro
Quando me escoro na roda de mate, Com alguns gaúchos de agora, Vou cismando, um triste arremate, Das lidas e dos costumes de outrora.
Apparício Silva Rillo
Quando o berro do boi fizer-se canto, quando as lavouras se fizerem flor; Quando a mão de couro-cru do pastoreio
Élson Lemos
Andei por tantos lugares nos labirintos da vida, campeando estrada, distância, rumo, raiz e razão... ... juntei amigos, amores, silêncios e cicatrizes aos amargos
Joseti Gomes
O corpo todo se entrega quando a alma entende o verso... ..........................................................
Élson Lemos
Quando a despedida se fizer caminho só a liberdade alentará a alma... ...liberdade amarga que impõe seu preço, que aperta o peito
Luiz Menezes
Na luta intensa do amanhã incerto Por onde vivo só reside ainda, Minha ilusão palmeira do deserto Das glórias vãs, o sonho que não finda.
José Mauro Ribeiro Nardes e Dilamar Costenaro
A idade chega e vai moldando o pensamento, E a doce inocência aos poucos se cala, E o tenro piazito, já de voz engrossada, Sequer dá ouvidos quando a experiência fala.
Bianca Bergmam
Quando a solidão se achega e para na porta do rancho A tristeza por parceira puxa prosa com a saudade. Acendo as brasas, queimando sonhos e planos. Lágrimas buscam o rosto se olhos negam abrigo.
Sebastião Teixeira Corrêa
O inverno chegou mais cedo E a noite cobriu coxilhas com alvo lenços de prata O céu bordado de estrelas Parece estar tiritando no relento do universo;
Luiz Menezes
Depois que nossa vida amadurece Nossos dias têm sempre a mesma cor. Onde andarão nossos cantos juventude?
Paulo Ricardo Costa
Quando a vida perde o valor, Até a alma se pára ausente... E traz pra memória da gente, Tantos ritos de crueldade,
Jurema Chaves
Quando um sol de primavera Pintou sonhos nas campinas Um jovem taura campeiro Buscou num olhos brejeiros
Maria Luiza César
Quando a eletricidade Acaba no interior Acendem luzes da alma E é em meio a essa calma
Élson Lemos
Não se ouviu hoje cedo na mangueira, o arrastar das esporas nem bufos de redomões, um palanque solitário
Sebastião Teixeira Corrêa
Quando me sento Nos fins de tarde, de fronte ao rancho, E sorvo ausências No gosto amargo das cevaduras;
Luís César Soares
Num findar de tarde mormacento... Por birra com o angico, o Jacarandá roceiro pulou o alambrado, e foi crescer na beira do barranco abaixo do olho d’água. Queria fazer sombra pra cacimba!
Colmar Pereira Duarte
esse poema sou eu, nessas palavras que floresceram de mim, na minha fala, se há espinhos e o poema cala, a flor dos lábios – úmida, entreaberta-