Carregando poesias…Acervo
2.721 poesias no acervo
Heitor Gabriel Hartmann
As aves carregam penas, Sem penas n'alma levar; Carregam penas no corpo, Penas para voar.
Luiz Menezes
Cidinha fez sete anos Sem festa, presente, nada... A data só foi lembrada
Roberto Mara
Eu cheguei como as lanças de taquara, Quando as cores sangravam seus caudilhos; E se em vales e serras pari filhos, Nos mangrulhos do sonho fiz morada.
Pedro Júnior da Fontoura e Luis Gustavo Giovanella
Lembra do gato no poste? Sete vidas ameaçadas... Antes do tombo fatal, o bombeiro subiu na escada.
Romualdo Furtado
Entre rituais de gado e de campo Levo vida assim, meio teatina Com uma alma de acalanto Pra confortar alguma china
Dimas Costa
Vija só o meu tamanho Mas eu já sou bem bonita! Há muito que eu quero sê u'a prenda de cetegê,
Jurema Chaves
Perdão te peço meu anjo querido perdão por tudo que tens sofrido perdão também pelo que sofri perdoe, querido, o meu pranto mudo
Moisés Silveira de Menezes
De onde vieram!? Pra onde irão!? Donde Vivem!? Isso tudo me inquieta.
Apparício Silva Rillo
Dou rédea aos potros que monto na concha das invenções, puando esporas de tempo no pelo dos redomões.
Arabi Rodrigues
Caramba que tenho orgulho de ser gaúcho sangue puro. Tranqueio de lombo duro e por qualquer dá cá uma palha
Estanislau Robalo
Pra soltar meu canto largo Neste começo de noite, Quando Rio Grande se ermana Pra confrarias dos versos.
Apparício Silva Rillo
Na estreita da canoa a linha longa. Nela o anzol - garra na sombra líquida O remeiro e seu ofício de paciência
Cyro Gavião
Esse petiço trancho que, ao passito, Vem chegando co’a pipa, lá da fonte, Foi quebra noutros tempos...foi bonito, Foi mestre, num rodeio e num reponte.
Jayme Caetano Braun
Meu pobre petiço baio Trancho, lonanco e maceta, Que ainda guarda na paleta Tanto csinal de chilena
João Batista de Oliveira Gomes
Na fazenda São José Onde uns dias eu passei, Pois lhe digo que gostei E não esqueço jamais,
João Batista de Oliveira Gomes
Deu bueno mesmo de fato Este petiço rosilho, Que criei desde potrilho. Às vezes ficava olhando
Apparício Silva Rillo
Este petiço, veterano aqui da estância, foi o meu pingo de infância, meu orgulho de guri.
Antônio Augusto Fagundes
Senhores, eu sou um piá Ou melhor um gauchito Não tenho medo de grito Nem de luz de boitatá
Paulo de Freitas Mendonça
Da Vila Nova foi pro velho mundo do mundo velho vem pro mundo novo e o piá se fez um pajador do povo sem esquecer de onde é oriundo...
Jurema Chaves
Meu ranchinho abandonado Lá no meio da campina Onde até mesmo a neblina parecia te enfeitar.
Jorge Lima
Há tempos que eu não cantava E o verso potro aporreado Vinha sendo anunciado Na idéia deste vaqueano
Jayme Caetano Braun
Ao EDUARDO e ao LUCIANO, Dois netos- prolongamentos, Das ânsias dos quatro ventos, Do pajador veterano,
Jurema Chaves
Piazito órfão, De roupas rasgadas, De faces marcadas Pelo sofrimento.
Matheus Costa
Na volta da encruzilhada vão quatro sombras adiante. Pastando a lua minguante num espelho de banhado.