Carregando poesias…Acervo
2.721 poesias no acervo
Silvio Aymone Genro
Da familiar melodia Que o velho avô nos trazia No dueto das esporas? Ou das coplas que assoviava
Rodrigo Bauer
Pelo campo e a paisagem, por tantas outras paragens eu estarei, de passagem, sem me apegar, pois, se, então
Getúlio Abreu Mossellin
Templados por muitos sóis, De tanto inverno e verão. É a vida do velho peão, Cuidador de coisas alheias.
Adriano Medeiros e Cristiano Medeiros
Não sei de onde vem a sina De sair campeando corcovo, Nasceu talvez lá pela Ibéria... Nas mãos ginetas de um Mouro.
Apparício Silva Rillo
En el más íntimo, más hondo de nosotros, una tropilla de potros galopea. Una tropilla de potros nos golpea...
Mário Terres
Até bem pouco tempo, eu brincava de bonecas... Sempre fui assim, pequenina ativa, esperta e muito arteira.
Jayme Caetano Braun
Qual um pagé missioneiro Dos Sete Povos- me ajoelho, Marcando no chão vermelho Meu brasão de feiticeiro,
Ari Pinheiro
A boca da noite tem vozes sussurrando entre os moirões ecoando pelos grotões num discurso abarbarado
Lauro Teodoro
Os galos cocuricaram e bateram asas, como prenunciando no seu cantar mais um dia na estância! Acordar num amanhecer
Moisés Silveira de Menezes
A voz do vento traz sons que calam fundo na alma na noite primaveril prenhe de angústias e medo
Colmar Pereira Duarte
De que me vale a força destes pulsos que enforcam xucros, sujeitam baguais, se não puder prender suas frágeis mãos,
Gilberto Trindade
Vive de encilhar baguais sofrenando os seus anseios, e no ranger dos arreios tropeia ilusões reiúnas
Jéferson Rogério Valente de Barros
Lento se estende o caminho Na alongada viagem... Paisagens se descortinam, Encadeando realidades.
Adriano Medeiros
A lo largo... No cair da tarde, venho pelo sem fim do corredor. Chegando ao passo do lajeado cruzo a porteira grande da estância, vigiada por um João-de-Barro que fez ninho bem na ponta do moirão.
Cristiano Ferreira Pereira
“Talvez não seja o primeiro... Talvez não seja o melhor... Mas é um versito de campo Retoçando num potreiro!...”
Alcindo Neckel
Um vasto jardim florido no sigilo das razões, esconde nas florações, o pecado dolorido!!!
Guilherme Collares
E foi assim que deixei meu pago: semeando sonhos pra colher saudades… …levando ausências de taperas nos olhos e silêncios de furnas guardados em mim…
Ari Pinheiro
Me fiz cantor dos caminhos amante de campos e ventos nesta jornada comprida segui sorvendo relentos
Vaine Darde
Não se faz um payador Com meia dúzias de versos E pensamentos dispersos Rimando flor com amor.
Cristiano Ferreira Pereira
De soslaio!... Muitas vezes o pampa me olhou assim: negaceando estribo pra um bater de cascos na direção da vida que plantei pra mim.
Estanislau Robalo
Quando a alma galponeira Partiu deixando a querência Rubiando pra outra existência num baio ruano estradeiro.
Fabrício Marques
Antes da aurora recolher o luto, um galo “bruxo”, ressuscitou “as casa”. Trouxe de volta água à cambona e um mate gordo para clarear as brasas.
Sebastião Teixeira Corrêa
Voltei ao pago que um dia Extraviei os meus brinquedos, Tive sonhos, fantasias, Infância, ânsias e medos.
Telmo de Lima Freitas
Feições de gente sofrida, jeito de homem campeiro, bombacha de pealar pinto, uma bota de garrão