Alma em Verso
Poesia

Pajada à Mulher

Jadir Oliveira

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Abro minh'alma cativa que amanheceu orvalhada, querendo ser libertada por esta musa nativa, deusa guardiã primitiva do segredo mais fecundo. Com sentimento profundo, conforme o tema requer vamos pajar à mulher, progenitora do mundo.

Este princípio que fitas num horizonte de sonho a ele eu me proponho pois há rimas infinitas. Com atitudes bonitas tem a mulher, com certeza, meiguice, amor, firmeza e um dom de protetora seja santa ou pecadora transcende a própria beleza.

Antes mesmo de ser gente somos dependentes dela e quando abrimos a goela para este mundo vivente é ela quem faz a frente para apontar o caminho. É tão grande o seu carinho, seu seio, tão importante, como quem diz segue adiante que eu não te deixo sozinho.

Desde a mãe, primeiro amor, a mulher está presente no coração inocente que desabrocha, qual flor. Depois quando sonhador, a professora a primeira, a namorada trigueira que pra vida dá sentido e quando amadurecido, os braços da companheira.

Quantos poetas e cantores descreveram sua beleza por verem nela a leveza das asas dos beija-flores, trazendo coplas de amores entre sorrisos e prantos. Desde o paraíso, quantos de seu ventre já nasceram e quantos por ela morreram perdidos por seus encantos.

Ela conhece os segredos que carregamos na alma, sabe desvendam com calma todos os nossos enredos, sabe acalentar os medos A sua alma é tão pura. Com sua mão nos segura. a cada dia que nasce. Na expressão de sua face, amor, carinho e ternura.

Por ser um simples mortal não consigo descrevê-la, pois compará-la a uma estrela não seria original. Seu brilho não tem igual, resplandece eternamente. Compará-la a uma vertente ou ao diamante mais raro é pouco, não o comparo. Ela é mulher simplesmente.

Merece o nosso respeito e um pedido de perdão por crimes da inquisição, o mais brutal preconceito. Ao negarem seu destino, desde lá, à atualidade, estão negando a igualdade de uma forma desmedida à geradora da vida de toda a humanidade.

No xucro céu dos cantores é uma deusa iluminada que santifica a pajada na alma dos pajadores. Traz o perfume das flores colhidas no paraíso. No lume do seu sorriso, arco íris de magia que vem bebendo poesia na cacimba do improviso.