Romance de Quem Moldou a Querência
Sebastião Teixeira Corrêa
A linha tênue que aparta A razão de homem campeiro Das raias do desvario Não suportou a injustiça
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Sebastião Teixeira Corrêa
A linha tênue que aparta A razão de homem campeiro Das raias do desvario Não suportou a injustiça
Sebastião Teixeira Corrêa
Ao despeonar-se, Juvêncio, juntou as tralhas que tinha, Poucas relíquias guardadas numa vida de ilusão: Aperos de montaria, facas de aço, forjadas, Cordas campeiras, trançadas, pra lidar com redomão
Sebastião Teixeira Corrêa
I Ela chegou, foi num final de tarde, Sem muito alarde, foi entrando e, aos poucos, Como uma chama branda, mas, que arde,
Apparício Silva Rillo
Botei um culo-clavado num tiro mui chamboneado de pouca volta e mau rumo. Cambeio a tava por outro.
Marco Póllo Giordani
- Retrato o gaudério nesta estrofe que diz assim: Gaudério é vertente humana Serpenteando pelo chão
Ibani Jorge Bicca
Quem passa tarde da noite na taipa daquele açude, escuta um gemido triste entre soluços de dor,
Rafael Mota Altenburg
Quem nunca viu Dom Altair Cruzando por estas estradas Farejando o pó das tropilhas Ou de tropas repontadas.
Apparício Silva Rillo
Vendeu os gados e arrendou os campos. Reservou-se apenas, as casas da Estância,
Lucas Augusto Rohde
Sabe meu patrício... Foi nesse momento Que minha saudade tornou-se luto...
Mateus Lampert
(A Guitarra) Enverguei em vento a madeira ... plantei sons nos temporais. E depois de andar caminhos
Matheus Costa
Que destino, moça bela, Ter nascido Bem-Te-Vi Se meu canto - que era livre É prisioneiro de ti...
Henrique Fernandes
Hoje, logo cedo… antes mesmo do dia clarear, um beija-flor madrugueiro se achegou em meu ranchito
Alvandir Oliveira
Encontrei, certa vez, um menino no caminho. Vinha ao longe,
Marco Póllo Giordani
Num domingo de mormaço Lá na fazenda do passo - Na cancha do velho Juca Corria a égua Mutuca
Rafael Ferreira
A língua fina de ferro lambe a pedra, de arrasto, e molda o fio do machado num sonoro vai e vem.
Estanislau Robalo
Bebendo o sol de janeiro Chapéu preto bem tapeado Preso pelo barbicacho Trançado de couro cru
Apparício Silva Rillo
Morreu largado e solito num fim de tarde pampeano. Pouco depois que a boiera acendera o seu foguito
Marco Póllo Giordani
Varejaste o pampa enorme Na mais xucra anatomia Dedilhando a geografia Deste garrão de hemisfério;
Caio Felipe Borelli de Mattos
Lá está, sentado em frente ao rancho, Coberto por seu poncho naquele frio de julho. Mateava solito, apenas seu baio por companheiro. Este é o velho Francisco,
Colmar Pereira Duarte
Foi domador, como tantos, mas domava como poucos. Do berço trouxera a sina de ginete e “saidor”;
Marco Póllo Giordani
Nunca aguentara um corcovo Nem jardeio em cancha reta. Mas tem uma história repleta De um ofício diferente!
Cândido Brasil
Ao trote foi se chegando em riba dum mouro velho, Pelego de lã vermelho e as esporas tilintando... O pingo vinha no embalo de estampa aperada, Casco e crina aparada, cola atada a canta-galo...
Aureliano de Figueiredo Pinto
dedicado, pelo autor, a Eurípedes Jobim de Oliveira Quando arranchei neste chão empecei pelas mangueiras com essas tronqueras que aí 'stão.
Loresoni Barbosa
Agosto alçou o poncho sobre os ombros da coxilha, entranhando nas canhadas todo sabor da invernia.