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252 poesias
Paulo Ricardo Costa
A noite traz seus encantos... Vestida em ponchos de luz, E a um par de olhos, seduz... Tisnado a prata de um manto...
Sebastião Teixeira Corrêa
Ao despeonar-se, Juvêncio, juntou as tralhas que tinha, Poucas relíquias guardadas numa vida de ilusão: Aperos de montaria, facas de aço, forjadas, Cordas campeiras, trançadas, pra lidar com redomão
Colmar Pereira Duarte
Foi domador, como tantos, mas domava como poucos. Do berço trouxera a sina de ginete e “saidor”;
Loresoni Barbosa
Agosto alçou o poncho sobre os ombros da coxilha, entranhando nas canhadas todo sabor da invernia.
José Machado Leal
Fronte altiva, jeito franco marcas de tempo e sol... Bota garrão-de-potro, nazarena sete cravos,
Guilherme Collares
- Que Deus maldiga a memória do índio Pampa bandido que matou o meu cavalo!... ... rumina Sargento Antonio
Guilherme Collares
Nove leitos de hospital, paredes e rostos alvos... ...e o Cristo crucificado, olhando - compadecido -
Andréia Sá Brito
A vida me bate e ofereço a outra face. Das dores que só eu conheço, não as nego, nem as mereço.
Colmar Pereira Duarte
Com pão e vinho celebrei a vida Com os olhos no céu Trancei meu norte. Com mil cruzes
Juarez Machado de Farias
A estância se acordou Em dia de marcação, Chiando pelas cambonas Pra iniciar o chimarrão.
Lisandro Amaral
Caminho que a alma traduz vestido de luz, num motivo guardado... caminho que o tempo reluz do calvário e da cruz no poema sangrado
João Antônio Marin Hoffmann e Sebastião Teixeira Corrêa
Tava incrustrado no couro, já era herança de vidas... Queria cambiar deveras, de posteiro, minha lida, Quando o capataz matreiro deu-me um presente de grego, Já me esperava ençilhado, o maula de cabos negros...
Alcindo Neckel
(I) Uma chave enferrujada se perdeu pela trilha do pensamento abstrato, onde o vazio preencheu o passado.
Henrique Fernandes
Brandia o vento no campo salmodiando um canto triste num preludio de saudade... A capa emaladita
Sebastião Teixeira Corrêa
I Tira tua venda ó Deusa da justiça E olha nos olhos dos teus magistrados, Vejas o quanto que andam degradados
Nenito Sarturi
No lombo de um flete mouro Que até parece voejar No pastiçal de flexilias Revisito, em pensamento,
Vaine Darde
O que direi de nossa estirpe Para os que, um dia, Nos buscarem na história? Para os homens do futuro,
Luís Lopes de Souza
Seu peito também tapera... Sua alma também ruína... Da estância, vagos sobejos Na palidez da retina...
Matheus Costa
Busquei na sombra copada que existe no olhar dos meus, um pouso para a jornada que por diante se estendeu;
Vaine Darde
A luz te busca, se projeta tonta, Pousando leve no teu corpo claro: Te envolve em ouro quando o sol desponta Luzindo em formas de relevo raro.
Vaine Darde
I Talvez se Renoir de ti soubesse, da luz que no teu riso se revela,
Everton Michels e Robson Fogaça
I Nos versos longos falta teu cheiro, Na cama só... o calor das horas, A falta inquieta calça as esporas
Carlos Omar Villela Gomes
O coração que nos leva pulsa forte E mostra em seu sangue porque veio... Porque se inscreveu nestes silêncios Que marcam suas pegadas pela areia.
Guilherme Collares
Nasceu e morreu cavalo... ... e várias vezes veio a nascer... viver... e morrer cavalo...