Na Incerteza da Espera
Sebastião Teixeira Corrêa
I Chininha levantou cedo Abriu com calma a janela, Tinha um semblante de medo
64 poesias
Sebastião Teixeira Corrêa
I Chininha levantou cedo Abriu com calma a janela, Tinha um semblante de medo
Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann
Prás bandas do palmital, onde o sal tempera o chão, Nas manhãs frias de julho a lida desperta o sol, Pr’alguns Joões que a vida, não foi assim generosa, Pois, nesta plaga arenosa, quando opções se consomem,
Sebastião Teixeira Corrêa
Quando as rastras sobrarem das cinturas E os bicharás sumirem dos invernos, Quando morre o verde das planuras E quando a noite e o frio forem eternos.
Sebastião Teixeira Corrêa
Caiu a noite mais braba D’uma invernia de agosto, Onde a neblina trançada Batia de encontro ao rosto
Sebastião Teixeira Corrêa
Noites de inverno, quando a geada fria, E alvo véu a recobrir a pampa, Enquanto, ao gancho, uma chaleira chia, Golpeio as mágoas, no cantil de guampa.
Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann
A mão cansada do velho A muito custo segura O frágil braço do neto, Na iminência do abismo
I Querência da Poesia Xucra - VirtualSebastião Teixeira Corrêa
(Aos homens do campo que hoje enfrentam, sem amparo, a covardia dos criminosos, criando gravíssimo problema econômico e social.)
Sebastião Teixeira Corrêa
-Não sei se a vida começa num sonho que se eterniza Ou se o viver é uma brisa que passa muito depressa- As vezes eu imagino que o tempo é uma roda grande
Sebastião Teixeira Corrêa
Olhei o tempo, pelo vidro embaçado das retinas, onde uma nuvem mansa de neblina, aquerenciou-se, sem pressa de ir embora...
Sebastião Teixeira Corrêa
As rimas xucras dos versos, se retesam na garganta Quando canta um pajador; E o poema toma forma, quando
Sebastião Teixeira Corrêa
Escorropicho esse mate até o ultimo gole Porém a sede do copo Não é maior que a secura Que trago dentro da alma
Sebastião Teixeira Corrêa
O inverno chegou mais cedo E a noite cobriu coxilhas com alvo lenços de prata O céu bordado de estrelas Parece estar tiritando no relento do universo;
Sebastião Teixeira Corrêa
Quando me sento Nos fins de tarde, de fronte ao rancho, E sorvo ausências No gosto amargo das cevaduras;
Sebastião Teixeira Corrêa
Todo o verde do meu campo sobrou na cuia de mate, que sorvo ao pé do braseiro nas horas de solidão
Sebastião Teixeira Corrêa
Por onde andarão os versos Que escrevi nas madrugadas, Quando a aurora da vida Chegava batento cascos
V Querência da Poesia XicraSebastião Teixeira Corrêa
Senhores, peço licença; Pedir licença é preciso... Espero, eu seja conciso, Ao fazer este relato,
Sebastião Teixeira Corrêa
Neste universo de sonhos, em que mergulho meus dias, Há um mar azul de esperanças e anseios de ser feliz, Um barco tocado a velas, flutua ao soprar do vento, Sem nunca encontrar a costa:
Sebastião Teixeira Corrêa
Ontem vendí meu cavalo... Foi o final de uma etapa Da vida deste peão;
II Esteio da Poesia GaúchaSebastião Teixeira Corrêa
- Deus abençoe os poetas Que transformam sentimentos Em palavras de ternura, pros veios do coracão! Deus abençoe os poetas
Sebastião Teixeira Corrêa
Emplumado sentinela Que ronda a noite da\ pampa Retratas em tua estampa De monarca das coxilhas
Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann
Matear ao pé do fogo divaga nossos pensares, E nestas horas que a gente dá asas pro pensamento... O meu, engarupou-se no vento,
II Querência da Poesia XucraSebastião Teixeira Corrêa
Rancho,tapera de sonho Sonhado em tempo de moço, Com jardim, quintal, varanda, Cinamomo, água de poço.
Sebastião Teixeira Corrêa
Rastreei saudades perdidas, no interior de mim mesmo, Lembranças já esquecidas que adormeceram a esmo; Andei nas trilhas da ausência, que a muito já não andava, E encontrei minha querência, que há tempo não encontrava.
Sebastião Teixeira Corrêa
Meus olhos amanhecidos Reclamam noites de insônia Que há tempos venho passando