A Filha do Patrão
Apparício Silva Rillo
Meu coração tafuleiro se abichornou, certo dia, trampeado na simpatia pela filha do patrão.
123 poesias
Apparício Silva Rillo
Meu coração tafuleiro se abichornou, certo dia, trampeado na simpatia pela filha do patrão.
Apparício Silva Rillo
Os ossos Como signos de cal. A ferrugem Nos ferros enterrados.
Apparício Silva Rillo
Eu tenho Salamancas no meu peito e nelas Teiniaguás pardas ou louras. São ibéricas heranças no meu sangue que fluem da estirpe sarraceno-moura.
Apparício Silva Rillo
Meu boi barroso, lendário, haragano e teatino, te criaste sem destino vagando pelo rincão;
Apparício Silva Rillo
Eta, boizito matreiro esse boizito de pêlo colorado que não tem parador! Não há, que eu saiba,
Apparício Silva Rillo
Paredes de pau-a-pique, sete braças de comprido, chão de barro bem batido, cobertura de capim.
Apparício Silva Rillo
Francisco da Silva Teixeira Brandão... - Que nome formoso! Que nome pomposo!
Apparício Silva Rillo
Pelo caminho por onde ajudaste a levar tantos te levamos. Era domingo. Havia sol e pássaros e automóveis correndo e
Apparício Silva Rillo
Um caminho nunca é triste, é triste quem nele anda arrastando pés timbrados por terras de outra banda.
Apparício Silva Rillo
Rosa, Rosinha, mocinha, à beira rio, sob o sol,
Apparício Silva Rillo
és a chinoca ruiva mais acesa que jamais gauderiou pela campanha. Para encontrar-te basta bater à porta de um bolicho,
Apparício Silva Rillo
Parei rodeio no Tempo... ...e as cordeonas, os botões graves e as primas, o rechinar das carretas,
Apparício Silva Rillo
Os avós eram de carne e osso. Tomavam mate, comiam carne com farinha, campereavam. Sopravam a chama dos lampiões, dormiam cedo.
Apparício Silva Rillo
Os avós eram de carne e osso. Tomavam mate, comiam carne com farinha, campereavam. Sopravam a chama dos lampiões, dormiam cedo.
Apparício Silva Rillo
I Não vou cantar teu vulto de legenda perdido no impreciso dos tempos e das lendas. Nas entrelinhas da história se retraça
Apparício Silva Rillo
Morre o pai e fica o filho, morre o filho e fica o neto e o sangue não se perdeu. da raiz rebrota a rama,
Apparício Silva Rillo
Morre o pai e fica o filho, morre o filho e fica o neto e o sangue não se perdeu. Da raiz rebrota a rama,
Apparício Silva Rillo
Recavém , chedas , cadeias, tablado de duas braças, raios, cambotas e maças de guajuvira ou de ipê
Apparício Silva Rillo
Quincha do rancho do mundo que o picumã das queimadas de pouco a pouco azulou.
Apparício Silva Rillo
Buenas, meu Cristo, meu Jesus-Cristinho. Se não levar a mal eu desencilho à luz de sua Estrela o meu tordilho que já vem basteriado dos caminhos.
Apparício Silva Rillo
Chinoca que a legenda dos poemas fez morena, fez bonita, vestida sempre de chita cabelo sempre trançado,
Apparício Silva Rillo
Quando a garoa do inverno me atropela pro galpão, chego a chaleira ao tição, corto um crioulo a preceito,
Apparício Silva Rillo
"Quem muito parte e reparte - já dizia o Malasarte - a si próprio se reserva sempre o melhor do aparte."
Apparício Silva Rillo
Vai a balsa de farinha cruzando o velho Uruguai. Vaqueano dessas cruzadas,