Alma em Verso
Acervo

Poesias de Lauro Antônio Corrêa Simões

23 poesias

  • 3 . Corrida de Lebre

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    O rincho em tom de clarim. Nesse tom característico Dos baguais que se iniciam Em seus primeiros galopes.

    9º Bivaque da Poesia Gáucha
  • A Seca

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    É verão... A seca diaba se parou puava! China perjura que nos deixa mágoas!... Até a roldana do poço que cantava

  • Além Daquela Porteira

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Aquele!... Domou por anos a fio, até branquear a melena, perder a força no muque mas, conservando o tutano. Peonou, ainda no tempo que estância abaixo de légua

  • Alma de Campo

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Fui me enfurnando... Como fazem os olhares nas distâncias longas! Como fazem as almas guitarreiras, junto as brasas, Depois que as porteiras tombam e as milongas

  • Alma de Potro

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Oigalê campo velho! Segue em meus olhos, tempo afora e alma a dentro, sacando tentes pr’á emendar - mesmo a cavalo - o laço forte que maneou meus sentimentos!...

  • Amanhecer na Estância

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    A quietude da madrugada, Ainda dona das extenções camperas Segue ao tranco, golpeada vês por outra Pelo arreador estridente de um quero-quero.

  • AOS OLHOS DE UM INDIO XUCRO

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Três anos! Três longos anos E ele voltava com seu jeitão de sempre, Bem de-a-cavalo e chapéu negro requintado. Decerto, envergando o mesmo tirador quase sem flecos;

  • Coplas Para um fim de Tarde

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Sempre... quando a tarde apeia, na coxilha, ao longe, separando as garras, do seu cavalete; um pelegão “pitanga” (desses que inté hoje, se discute alpedo.

  • Esses Campeiros

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Quem se fez de olhos d´água e sendeiros, Da seiva dos ilustres e dos peões. Quem se fez de fogoneadas estradeiras E de d´álvas, berros, ruflos e tropéis.

  • Imagens

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Havia vastidão de verdes campos pinceladas nas léguas de distância. Havia a ilusão povoando os ranchos, com homens, rudes homens sem ganância.

  • lições de amor e paz

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Quem carrega uma prece nos lábios E um refrão de amor dentro ao peito, Quer um mundo de paz, sem ressábios, Com justiça, bondade e respeito.

  • Lírico arco-íris

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Ha um frio tão grande -que o inverno alonga- Varrendo os campos de ilusões que eu tinha. Nas tardes pardas, que cardo* milongas Acho tesouros, nas lembranças minhas.

  • O AMANHECER

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    A luz brotou, qual um clarão de vida No alvorecer do pampa verdejante. Tingiu com seus raios de luz Essa quilate que o ouro não emparda...

  • O Tropeiro e a Tapera

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Quando o andante parou - na volta do corredor - pra apertar os arreios, sentiu que o vento trazia,

  • Poemita Campeiro Para Uma Tarde de Chuva

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    A forte garoa que chegara sem aviso - engaçada pelo vento, entre o céu e a coxilha - cruzou, passou num galopão estendido embaciando os fundos do horizonte, como uma mancha de cinza que se apaga.

  • Raízes do Tempo Antigo

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Alpargata a meio-pé! Costuradas com arame de quinchar ranchos! Um chapéu de abas derruídas - num barbicacho de barbante - preso a nuca!

  • Rodeio das Almas

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Despacito, me fui enraizando, qual um pé de angico que nasceu por conta, sem nenhum olhar a bombear-lhe moço

  • Saudade

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Um homem e um cavalo olhos no chão, passos vacilantes cruzando ali na sanga, lentamente. Eu não sei qual dos dois traz mais saudade?

  • Terra

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Há, na imensidão dos campos; No sussurrar das águas de uma sanguita mansa; No alvorecer do dia, repintando a vida, um grito de esperança renascida...

  • Tributo a um Marca Touro

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Um potro de naipe, sem marcas no couro, de pelagem moura, ainda orelhano... O velho, um gaúcho de adaga à cintura e esporas de prata, lavradas em ouro,

  • ÚLTIMO RASTRO

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Um corredor, ou brete como chamam ia engolindo léguas e mais léguas. Obedecia as leis da sesmaria por entre cercas de pedra e aramado

  • Um homem e um cavalo

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    Entendi! Por fim, eu compreendi, já de carapinha moura, Os nervos e músculos, hoje menos ágeis, O porque desse buçal de oito tentos, feio e forte

  • Versos Para Um Quarto de Lua

    Lauro Antônio Corrêa Simões

    É setembro e, a chuva vem negando o estribo para a floração da primavera. Na invernada da tapera, a cavalhada,