A volta do Zé da Pinha
Cristiano Ferreira Pereira
Não!... Não ficou tapera a fazenda antiga! Arrendou os campos,
2.622 poesias no acervo
Cristiano Ferreira Pereira
Não!... Não ficou tapera a fazenda antiga! Arrendou os campos,
Lauro Teodoro
Juntei pela estrada da vida os cacos de minha infância, fui cavalgando as distâncias, do passado até o presente,
Odilon Ramos
O pai em casa era uma autoridade. Dizia o que podia e o que não podia. Determinava, o certo e o errado. A voz do pai era uma voz sagrada,
Adão Pedro Bernardes
Eu era um pouquinho mais Que uma criança inocente Quando ganhei de presente A musa dos animais
Jurema Chaves
Vi uma linda criança sentadinha na calçada trazia a face molhada no seu pranto silencioso
Lauro Teodoro
Amanhece o dia no campo raios de sol começa apontar. Brincam crianças nas casas, e ninguém vê o dia passar.
Luiz Menezes
Olhou para as mãos trêmulas Para os braços descarnados, Com o olhar vago e cansado Lutando para enxergar.
Albeni Carmo de Oliveira
Assembléia improvisada, É reunião da peonada No culto da tradição. E junto ao fogo de chão
Odilon Ramos
Escutam-se ao longe, cantigas de galos, abrindo a porteira pro dia chegar.
Odilon Ramos
Ainda é tempo de soprar as cinzas, avivar as brasas, Acender a chama...
Joseti Gomes
O piá nasceu num rancho plantado em cima da terra registrada com divisas de águas do “Açude Grande”.
VIII Tertúlia Maçônica da Poesia CrioulaJayme Caetano Braun
Adaga do meu Rio Grande, Velho traste farroupilha, Que celebrou na coxilha O mais sangrento ritual,
João de Freitas
Os costumes do sul do país Têm pura autenticidade Terra de hospitalidade E de grande filosofia
José Luiz Flores Moró
Mescla de barro e taquara Entaipei as quatro paredes, Cobrindo, devagarito, com feixes de santa-fé. Com leivas de tabatinga
João Batista de Oliveira Gomes
Entre os trastes velhos que tenho Lá no meu rancho guardado, Tem um que é bem mais lembrado Porque sempre me acompanha,
Gujo Teixeira
Está em cada palavra... Sob a custódia dos ventos o meu silêncio e o intento de perpetuar o meu tempo...
I Garimpo da Poesia Gaúcha (Virtual) - São José do OuroJoseti Gomes
No ranger de uma roldana sobe um balde de alumínio, carregado de esperança. As mãos pequenas sustentam
Marcelo d’Ávila
0 vento assobia, em acordes de valsa, Canções tão antigas que o tempo nem lembra – Abraça as macegas, sacode e embala, Na volta dos ranchos, com rumo à fazenda.
IV Esteio da Poesia GaúchaRuben Alves Vieira
Ah! Como eu queria Ver os campos cobertos de flores. Os poetas falassem de amores. Só de amores.
Tadeu Martins
Do meu repertório Não passa de um Assobiozinho vaneirado
Juan Carlos Pirali
Tierra Virgen, pampa abierta, henchida de libertades, con viejas reminiscencias de malones y barbarie;
Getúlio Abreu Mossellin
Quando vejo um alambrado Feito à pá e socador Me lembro do alambrador O índio do braço forte
Getúlio Abreu Mossellin
Casa de caco de pedras, Mais tarde virou galpão. Santuário do chimarrão Uma antiga leiteria,
Luciano Salerno
“Gerações vêm e gerações vão, mas a terra permanece para sempre. O sol se levanta e o sol se põe, e depressa volta ao lugar de onde se levanta. O vento sopra para o sul e vira para o norte; Dá voltas e mais voltas, seguindo sempre o seu curso.”*
VII Esteio da Poesia Gaúcha