Vento Ventando
Leo Bilac V do Carmo
Cantando, soprando, pro gaúcho escutar Ah! a gaita chorando por não te entender Que queres dizer?
2.666 poesias no acervo
Leo Bilac V do Carmo
Cantando, soprando, pro gaúcho escutar Ah! a gaita chorando por não te entender Que queres dizer?
Apparício Silva Rillo
Teu ventre, lua morena cortada em fio de minguante, plantado em grãos de ternura fez a semente madura,
João Batista de Oliveira Gomes
Se eu contar pra vocês Vão dar risada à vontade, Vejam que barbaridade Tudo o que me aconteceu,
Matheus Costa
Quem te assume, pobre moça renegada deste mundo? Escondida n’algum fundo, entre o ego e a ganância.
II Florada de Versos (Virtual) - Blumenau - SCDimas Costa
(Quer dizer: Sem Rima) Mas que ditos pela criança se tornam engraçados:
Dimas Costa
(Para serem ensinados pelos pais) PARA MENINAS:
Juarez Machado de Farias
Havia quem me contasse histórias... E a noite vinha muito cedo Porque a velhinha da minha infância
Carlos Omar Villela Gomes
Tremem minhas mãos neste momento, A voz que chama tem um timbre ácido... O espelho frente aos olhos refletindo as cores De uma bandeira linda que empunhei sem medo.
Carlos Omar Villela Gomes
Tremem minhas mãos neste momento, A voz que chama tem um timbre ácido... O espelho frente aos olhos refletindo as cores De uma bandeira linda que empunhei sem medo.
Moacir D'Ávila Severo
Meu verso é um grito liberto da alma Só faço protesto se a dor me invade A inspiração não se curva prá regras E para a expressão tem que haver liberdade
Cândido Brasil
Meu verso negro e guerreiro ecoa nas plagas pampeanas, com raízes africanas vindas em navio negreiro. Traz consigo a humildade dos carentes de afetos, nos idiomas e dialetos do berço da humanidade. Meu verso negro de paz e esperança nas falas, tem o cheiro das senzalas e o axé dos orixás. Tem a fé das religiões com macumba e umbanda, pretos velhos e quimbanda pelas Casas de Nações.
Maria Luiza César
Numa noite de outono À luz terna do luar Eu sentei junto à janela Com papel, caneta e vela
Érico Rodrigo Padilha
Nasci e cresci gaúcho, e hei de morrer como tal, meu velho torrão bagual, bendito solo abençoado,
Jorge Lima
Um dia cantei um verso Campeiro, bem a meu gosto Pensei nos tempos de moço Quando não tinha fronteiras
Lauro Antônio Corrêa Simões
É setembro e, a chuva vem negando o estribo para a floração da primavera. Na invernada da tapera, a cavalhada,
Carlos Eugênio Costa da Silva
Cabelo mouro, atestando Que a ação do tempo e da vida Deixa marca irreversível Em quem de fato viveu.
Valdorion Klein
Vergo a terra, verte água cristalina. O sol, de relance, ilumina as folhas ainda molhadas
Apparício Silva Rillo
É preciso quebrar pedra, Violentar o cal da argamassa. É preciso cavar a terra úmida, Verde de musgo alimentado a músculos.
Getúlio Abreu Mossellin
Eu queria estar agora Tomando um banho de sanga Saboreando uma pitanga E ouvindo um sabiá cantor
Juarez Machado de Farias
Quando Dindinha, doente, fechou os olhos miúdos e abriu os outros da alma, reencontrou os campos velhos,
Apparício Silva Rillo
Antes do trem, chega o apito fino e, agente aque espera o trem toda se empolga para ver o filme que, um dia sim, outro não,
Algacyr Costa
Foi lá por sessenta e três Lembrarei pra sempre irmão, Eu "bem louco pra servir" Ser pracinha da nação
Lauro Teodoro
Quando começa o ano na escola Quase tudo é diferente, Conhecemos novos amigos, Que vem estudar com agente.
Glaucus Saraiva
Viola, cuia de pinho pros mates de solidão, curtida nesse galpão esfumaçado de estrelas,