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252 poesias
Paulo Ricardo Costa
As mãos do meu avô eram grandes, Com dedos em formas de garras... Enrijecidas na parte adunca dos calos, Desenhavam os mapas da vida...
Matheus Costa
Balbuciou o laço atado seus queixumes e lamentos enquanto preso nos tentos d'um cristão enforquilhado.
Moisés Silveira de Menezes
A face nua primeira da pampa longe do gado, distante de seus cavalos antes das lanças e espadas.
Alcindo Neckel
O tempo que penaliza vem desprovido em si, num viver que ironiza a decadência do fim.
Vaine Darde
Grace Nardes (violino) - Sergio Nardes( teclado) (MASCULINO) Me empresta a luz dos teus olhos
Léo Ribeiro de Souza
Trago ao reponte um destino, um fado, e que me prende a cultivar raízes correntes de aço, grilhões bem cadeados silenciosos, densos, invisíveis.
Mateus Neves da Fontoura
O frio que me corre a espinha percorrendo o corpo, Que me gela os ossos, o espírito e que me escarnece a alma.... É o gêmeo calafrio ... O arrepio-irmão da arritmia que me aquece a carne! Enquanto a boca me insiste em salivar as fantasiosas divagações de noite e calmaria... lembranças de um tempo que está logo ali, parece ontem!
Carlos Omar Villela Gomes
Me tira esses “zóio”, “zoiúdo”, E vai procurar teus “cupinchas”... Sou cria do oco da grota E logo rebento tua cincha;
Ari Pinheiro
Quero que saibas, meu irmão de trago, que nesta noite quase dia compartilhas deste balcão; que esta estampa judiada
Carlos Omar Villela Gomes
O vento vil não me verga Nem quebra a fibra da estampa Que o lombo forte do pampa Um dia viu florescer;
Léo Ribeiro de Souza
Te bombeando, assim, dormindo, neste quarto decorado, fico horas ao teu lado te acariciando e sorrindo.
Egiselda Brum Charão
Feito as filhas de Tupã fui trazida pelos ventos. Sou a mulher pioneira, sou peona galponeira,
Pedro Darci de Oliveira
Meu senhor dono da casa ... A dalva desperta o dia Que adormeceu na lagoa. Os seus olhos preguiçosos
Luís Lopes de Souza
Gaúcho...! Um baita Gaúcho!! Patrício miscigenado que na inquietude do tempo reza glórias e ressábios.
Luís César Soares
O minuano matreiro timbra os ares com assobios compassados... De carancho, adentra os ranchos nessas invernias xucras,
José João Sampaio
Venho das matas e selvas Das pampas e pantanais Das tabas e dos quilombos Senzalas e canaviais
Moisés Silveira de Menezes
Quando vim de lá, trouxe quase tudo, tudo que cabia na velha mala sebruna e nos anseios de horizontes largos. Ficou um potro cabos negros
Jéferson Rogério Valente de Barros
O despontar da estrela d’Alva Desfaz o tom de acalanto Do guitarrear milongueiro Da madrugada gelada.
Juarez Machado de Farias
conhecem a terra que se esconde no chão de suas botas. Conhecem a semente que brota no campo a fora da existência,
José Luiz dos Santos
O balanço da cadeira silenciou num de repente, quando o neto na sua frente apeou do “malacara”.
Colmar Pereira Duarte
Se a terra tinha dono E se foi dito ou não, por Tiarajú, A quem bania os índios Pra dividir a posse desse chão.
Pedro Júnior da Fontoura
A morte pinta de negro Este encontro com a dor. Uma lágrima, um soluço, Na muda ausência do amor.
Guilherme Collares
Amanhecidos silêncios revoam nas asas tristes dos tajãs pelas canhadas... E os espinilhos refletem,
Adão Pedro Bernardes
Solidão é se sentir, rodeado de ninguém é não ter quem querer bem por quem ficar ou partir