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252 poesias
Jurema Chaves
Guardo na moldura dos meus olhos A imagem de um tropeiro Velho peão carreteiro Que tantos rastros deixou...
Colmar Pereira Duarte
A morte chegou de quieto, com alpargatas farpudas de tanto campear viventes.
Carlos Omar Villela Gomes
Não sou as rugas e os cortes Que a vida marca em meu couro... Sou bem mais que algum lamento À beira deste fogão.
Edson Marcelo Spode
Extraviando o chão sulino Em cada sentar de cascos E o costeio dos carrascos São a sua única guarida
Adão Quevedo
Minha visão é tão clara quando recordo de ti, fisgando algum lambari num caniço de taquara.
Luís Lopes de Souza
O vento sola milongas Em monótonos rituais Num salmodiar aos que passam No rumo do nunca mais
Caine Teixeira Garcia
Voltei... ...me aguarda a tolderia de um poncho! De suas baetas escorrerão penas Que hei de colher nesta vida,
Pedro Darci de Oliveira
Na ruazinha do meu bairro Quase em frente a minha casa, As lembranças criavam asas Quando um violino tocava,
Vaine Darde
De tão clara, a lua cheia acordou o girassol... E a pampa enluarada Se reflete nas aguadas
Ruth de Farias Larré e Antônio Ribeiro
Quando ele veio pela primeira vez, era somente uma visita estranha, trazendo lá de longe, além-fronteira, o belo som da fala castelhana.
José Luiz Flores Moró
Vestido moldado na extirpe gaúcha, Em mescla de bruxa e estampa monarca, Eu trago um Rio Grande bordado entre as rendas E a raça da prenda sem dono e nem marcas!
Telmo de Lima Freitas
Oriental Zitarrosa Por que partiste? Obrero de la pampa, Por que te fueste?