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2.721 poesias no acervo
Carlos Omar Villela Gomes
Cerração, não me assusta o teu cenho, Quando cerras, negando o futuro; Quando cegas os sonhos que tenho Meu cavalo é um morcego no escuro.
Cléia Dröse
O arroio some em meio a essas brumas... é tempo de cerração... as figuras somem nas esquinas, envoltas em névoa...
Juarez Machado de Farias
conhecem a terra que se esconde no chão de suas botas. Conhecem a semente que brota no campo a fora da existência,
Apparício Silva Rillo
Quincha do rancho do mundo que o picumã das queimadas de pouco a pouco azulou.
Vítor Bielaski
Há um barreiro arranchado Corriam quanto podiam No velho moirão da porteira Até chegar na clareia,
José Oliveira Estivalet
O temporal vinha feio Num entrevero de nuvens Como um estouro de tropa.
Luiz Menezes
No chão batido que enrijece a alma Do meu inverno silencioso abrigo, Ouço a saudade em passos lentos, calma Cortando atalhos pra matear comigo...
Jurema Chaves
Leve dentro do teu peito. O encanto de Encantado pedaço de chão sagrado que representa pra mim.
João Batista de Oliveira Gomes
Meu velho chapéu preto Da aba meio caída, Chapéu velho pra toda a lida Campereadas, dias de festas,
Pedro Júnior da Fontoura
E chegaram de além-mar trazendo esperanças na mala e um novo brilho no olhar.
Apparício Silva Rillo
Buenas, meu Cristo, meu Jesus-Cristinho. Se não levar a mal eu desencilho à luz de sua Estrela o meu tordilho que já vem basteriado dos caminhos.
José Luiz dos Santos
O balanço da cadeira silenciou num de repente, quando o neto na sua frente apeou do “malacara”.
Jayme Caetano Braun
Ah! Mate amargo bendito que tenteio reverente, o passado e o presente passam ente mim, contrito,
Marco Póllo Giordani
Sou cria daqui... Veja vancê aquela reboleira De espinho... Onde ainda restam rastros de morada...
Cyro Gavião
Que fica à beira da estrada, Quando se volta pra o pago, Eu sinto um tal de remorso, Que, pra esquecê-la, me esforço,
Sedenir Oliveira
Tu que andejas coxilhas, cerros, fronteiras e rios. Tu que tratas de igual tudo o que tem vida, não importa que sejam animais, plantas ou seres humanos. Tu és mandalete de Deus, Patrão da Estância do Céu,
Antônio Augusto Ferreira
Eu tava me aprontando pro baile da noite, mandaram me chamar, encilhe o gateado, toque a galope, a velha tá mal, precisa remédio, não passa de hoje, um pé lá outro cá, parará, parará, parará, parará. Mas logo hoje, na noite do baile, a Marica decerto nem sabe da velha, não vai esperar. Tanto dia pra morrer e logo hoje! Coitada da velha, patroa tão boa, no outro verão, quando a Castiana andou por aqui, me metendo os olhos, rebolejo pra lá, rebolejo pra cá, a velha me avisa, cuidado meu filho, essa não serve, é que nem coruja de corredor.
Luís Paulo Pizolotto dos Santos e Luciano Salerno
– I – Nós não vimos a chegada – ele habitou entre nós – Em filhos, netos e avós fez sua própria morada. Quarentena decretada, regras de isolamento.
Edson Marcelo Spode
Veio a galope aquele julho, Quase encordoando janeiro, Na mão do tempo caborteiro, Que sempre rebenta o sovéu,
Gonçalves Chaves Calixto
Eu que sempre fui gaudério Certa feita ia viajando De longe fui avistando Num rancho á beira de estrada,
Jurema Chaves
Nasci nas verdes campina E desde, muito menina, Pisando a relva molhada Cabelos soltos ao vento
Colmar Pereira Duarte
Meu amor pela Terra não é cego. Não é paixão feroz, desenfreada. Nem tem o espanto, o ciúme e a saudade Desse amor da primeira namorada.
Colmar Pereira Duarte
Se a terra tinha dono E se foi dito ou não, por Tiarajú, A quem bania os índios Pra dividir a posse desse chão.
João Pantaleão Gonçalves Leite
Negro Chico carijó, Rude escravo de fazenda, Sua miséria era tremenda, Seu perfume pura arruda.