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2.721 poesias no acervo
Gonçalves Chaves Calixto
Tava reunida a peonada No galpão grande de trás Foi quando entrô o capataz Falando pra todo mundo:
Jurema Chaves
Velha chilena de prata Pendurada no galpão. Já riscaste muito chão Por este rincão, o fora.
Jayme Caetano Braun
Velha chilena de prata, Arruaceira e caprichosa Que vai tinindo chorosa, Num versejar campesino
Vargas Neto
Chimarrão! Desculpa boa pra eu apertar os dedos da chinoca, quando, horas a fio, ela me alcança esse amargo, que é tão doce!
Iberê Machado
Pra fazer o mate amargo, Erva nova de primeira. Uma bomba, uma chaleira, Uma cuia bem curada.
Gonçalves Chaves Calixto
Quanta alegria que sinto Quando venho do roçado Com fome, sede e cansado. Me dói até o coração
Glaucus Saraiva
Amargo doce que sorvo num beijo em lábios de prata! Tens o perfume da mata molhada pelo sereno.
Dimas Costa
Levanto sempre cedito, bem na penumbra do dia e embebido na poesia duma xucra inspiração;
Cyro Gavião
(À memória de Aureliano de Figueiredo Pinto) Bem cedo deixo os pelegos - Velho costume que trago -
Aureliano de Figueiredo Pinto
Não sei por que nesta noite o sono velho sebruno ergueu a crina e se foi! E eu que arrelie ou me zangue.
Jurema Chaves
Canto em versos minha terra Em rimas canto meu pago Transmito o amor que trago Nas asas da emoção
Jayme Caetano Braun
Mate do estrivo bendito, Amargo que a gente chupa, Já de poncho na garupa Para a tropeada do mundo,
Jayme Caetano Braun
Meu amigo - meu irmão, de campo - serra e fronteira, alma da terra e tronqueira, da gaúcha tradição,
Jayme Caetano Braun
O payador missioneiro Sente o calor do braseiro Batendo forte no rosto E vai mastigando o gosto
Lauro Teodoro
Poema da coleção infantil “As Vozes do Campo” És o símbolo da nossa terra, O companheiro das tardes calmas,
Jayme Caetano Braun
A maior das gauchadas Que há na Sagrada Escritura, - Falo como criatura, Mas penso que não me engano! -
Estanislau Robalo
Chinoca, olhos gateados Cabelos de picumã Parece a cada manhã O desabrochar de uma flor
Cyro Gavião
Já esqueci... pra que lembrar Daquela china sotreta, Que se meteu de paleta Na minha vida bagual...
Ubirajara Raffo Constant
Chinita lavando roupa No empedrado da restinga; A água passa, resinga, Querendo tanto ficar...
Fabio Zardo
Caçador/SC Chinoca quando te vejo eu tremo o corpo inteiro
Apparício Silva Rillo
Chinoca que a legenda dos poemas fez morena, fez bonita, vestida sempre de chita cabelo sempre trançado,
João Benito Soares
Eu tinha uns vinte anos Era um peão aragano De casar, não tinha planos, Eu sempre fui desconfiado
Ubirajara Raffo Constant
Conheci Chirú Jardim, Cabo clarim farroupilha, Numa trégua de guerrilha Mateando no acampamento;
Jayme Caetano Braun
Aí foi o mate, meu patrício, agarre, chupe no mais,