Chasque a Humanidade
Luís Paulo Pizolotto dos Santos e Luciano Salerno
I Festival Unidos pela Tradição (Virtual) - TapejaraPublicado em
– I – Nós não vimos a chegada – ele habitou entre nós – Em filhos, netos e avós fez sua própria morada. Quarentena decretada, regras de isolamento. Iniciava o tormento em toda HUMANIDADE, No campo e na cidade instalou o sofrimento.
– II – Do outro lado do mundo o Coronavírus se veio. Feito um potro sem freio, sem esperar um segundo, Com seu rancor profundo ceifou a HUMANIDADE. Mostrou-nos desigualdade e como quem não quer nada, Com população confinada, privou-nos da liberdade.
– III – Tenho fé e esperança… Creio na HUMANIDADE. A responsabilidade é caminho pra bonança. Idoso, jovem e criança, juntos no “Fique em casa”, – Como pássaro sem asa, aprisionado sem voar – O importante é respeitar quem essa causa abraça.
– IV – Profissionais indispensáveis abraçaram seu trabalho. Seguiram “quebrando galho” pelos dias infindáveis... Em gestos admiráveis: garis, médicos, policiais, Juntos com tantos mais, seguiram na sua labuta... Para enfrentarmos a luta tornaram-se cruciais.
– V – E seguimos a cada instante de olhar firme no horizonte. Com um sorriso na fronte e o pensamento galopante. Que estejamos confiantes, neste ciclo de falsos lírios, O ser vaga em martírios e pensamentos cismados, Tem na alma atos ressabiados, utopias e delírios.
– VI – Venceremos, irmanados, a dita calamidade. Será outra realidade, nós voltaremos mudados. Neste tempo, confinados, aprendemos valorizar: A importância de abraçar, de prosear com o irmão, E sorvermos um chimarrão com jujos do nosso olhar!
– VII – Assim encilho a escrita e sigo atento em frente. Com o dever presente: de fazer a palavra dita, Não ser rude e proscrita. Na certeza de um melhor porvir, A bonança há de vir! Estendo a mão com fidalguia Para prevalecer a empatia e a HUMANIDADE existir.