Carregando poesias…Acervo
252 poesias
Joseti Gomes
e Dhouglas Umabel (violino) Paredes entortam quadros, janelas trincam vidraças...
Fabrício Marques e Otávio Lisboa
Terrunha... Arte crioula... Alma em raízes no chão Feito um materno cordão Sem tesouras por destino
Carlos Omar Villela Gomes
Não se debruçam meus sonhos Em parapeitos rachados... Nem nas janelas gradeadas Que teimar em se fechar.
Luís Lopes de Souza
Como um mísero desprovido e coitado, só te ofereço um gesto acanhado e rude, este poema também pobre e tresloucado que ao teu sorriso alcançará plenitude...
João Carlos da Fontoura
A forte garoa guasqueada que vinha do sul, se aninhava nas quinchas do galpão tosco.
Mateus Neves da Fontoura
Com a mesma estrada nos olhos Encerro o dia ao meu jeito... Enquanto o sol, por direito, Se vai apagando as brasas,
Roseli de Fátima S. dos Santos
Porque será que uns viventes com acordes bem timbrados vão dedilhando o passado e se olvidam do presente?
Ari Pinheiro
Não, Não são minhas estas palavras, Que quando vim ao mundo Nada trouxe de meu...
Adriano Medeiros e Cristiano Medeiros
Não sei de onde vem a sina De sair campeando corcovo, Nasceu talvez lá pela Ibéria... Nas mãos ginetas de um Mouro.
Guilherme Collares
E foi assim que deixei meu pago: semeando sonhos pra colher saudades… …levando ausências de taperas nos olhos e silêncios de furnas guardados em mim…
Fabrício Marques
Antes da aurora recolher o luto, um galo “bruxo”, ressuscitou “as casa”. Trouxe de volta água à cambona e um mate gordo para clarear as brasas.
Moisés Silveira de Menezes
Confrades de rimas rudes, Tupã foi berço divino pra quem aprendeu a cantar com claves de vento e rio
Henrique Fernandes
Se meus versos imperfeitos Se aperfeiçoarem nos netos Neste terrunho dialeto Carregarás o meu jeito...
Carlos Omar Villela Gomes
Gota a gota, afogou o que era belo E eu finei na torre alta de um castelo Que, sem base, foi criado pra afundar.
Elton Saldanha
Eu sou Maria Pequena, Maria Morena, Maria do Povo. Eu sou da terra do ouro
Vaine Darde
A tarde cai mais cedo no horizonte porque sabe que te vais... As estrelas vestirão ponchos de nuvens Esta noite
Paulo de Freitas Mendonça
Quando o horizonte límpido Se emponchou de nunens Matizou o céu Refletindo sóis por imagens suas
Chico Fontella e Rodrigo Lopes
Vou teimando em fazer versos Em soltar minha alma inquieta Porque a sina de ser poeta Eu trago por dinastia
Cândido Brasil
Abre-se a pálpebra do dia descortinando a manhã, bocejando num afã de alumbrar sesmaria,
Márcio de Andrade Madalena
Meados de mil e quinhentos Numa província da Espanha, De Ronda o Mundo ganha O pai de muitos talentos,
Juarez Machado de Farias
A estrada que corta a serra Leva a traz rodas ligeiras Diferentes do passado Com carretas cantadeiras.
Danilo Kuhn
Sua alma içou velas em busca de um novo cais. Tantos sonhos, tantos ais, guiados pelas estrelas...
Suelen Mombaque Schneider
A casa emudeceu-se... A sinfonia do chiar da chaleira Calou o mate que não mais roncara.
Luís César Soares
O ipê semeando flores ao vento… O tranco lerdo do cavalo… A carrocinha… O leiteiro… Minha mão junto a mão de meu pai,