Dinastia Missioneira
Vou teimando em fazer versos Em soltar minha alma inquieta Porque a sina de ser poeta Eu trago por dinastia Deus me deu essa alegria De sempre querer mais Herdei isso dos meus pais Meu mundo está na poesia
Boto a inspiração na "forma" Encilho um verso bonito Me agrando no infinito Dou rédea pro coração Esporeio a emoção E saio pra campereada Buscando rimas na estrada Pra poder cantar meu chão
A caneta é minha arma Meu calendário regresso Por isso que quando empeço A empilhar alguma rima Aparto o que contamina E só enalteço o que é puro Vim pra semear no futuro A raiz que a história ensina!
Sou só um pobre poeta Tapado de sentimento Soltar meus versos ao vento É o que me trás alegria Aprendi que a poesia É um presente sagrado E quem recebe esse legado Tem que agradecer, todo dia
É sina encordoar palavras Por isso agradeço a Deus É honra cantar os meus Suas glórias, seu legado Redesenhar o passado É garantir que minha gente Beba na mesma vertente Repise o mesmo traçado!
Por isso sigo o destino De enaltecer esse chão No palácio ou no galpão Meus versos hão de ecoar Rimas não vão me faltar Muito menos, argumento Missioneiro sentimento Que guia o meu cantar
Lá adiante, quem sabe um dia Quando findar minha existência N'algum canto da querência Do meu rincão-universo Se alguém cantar meu verso Já me dou por satisfeito E na paz do santo leito Em cada rima, regresso!
Sempre que um gaúcho Entoar um canto chão Meu coração redomão Vai bater de novo aqui E a minha alma Guarani Vai meu verso repontar Para que eu volte a cantar Na guela do meu guri