Carregando poesias…Acervo
72 poesias
Xirú Antunes
Eu não te vejo tapera, No meu olhar de interior Aceso em cada lembrança, Que moldou meu jeito manso,
Rafael Machado
Talvez quem ouça não creia mas aquele caserio plantado beirando o rio, sujo por conta das cheias,
Athos Ronaldo Miralha da Cunha
Cinco séculos de história, De garra trabalho e dor, É o povo trabalhador, Na saga desta trajetória,
Rodrigo Canani Medeiros
Habita meu horizonte uma alma sorridente e um jeito calmo de ser que evoque a sabedoria
Maximiliano Alves de Moraes
Sou do tempo em que ir ao povo Se levava dois, três dias. Quem ia aqui do Angico, Sesteava no Velho Nico
José Oliveira Estivalet
Sol da tarde incandescente, Braça e pico pra se pôr... Um quero-quero abre o peito Num alarido estridente,
Mateus Lampert
Quando eu cheguei nesse mundo Ele já era mundo... já era pampa! Eu, mais um habitante... quis entender o sentido.
Caine Teixeira Garcia
Vai bem judiado o meu verso Já quase vencido, estropiado... Quem sabe, cansado da lida E de camperear com o gado.
Jorge Claudemir Soares
Nasci rei na minha querência, e fui dono do meu chão; Andei livre como o vento já fui pai, já fui irmão.
Zeca Alves
Seu mundo findou inteiro No interior de uma “botella”... Por melhor que um trago seja Não se deve o exagero...
Luís Lopes de Souza
As musas, chegam silentes... No adeus vago e remoto brilham auras derradeiras de santas de um só devoto...
Luís Lopes de Souza
Asas negras preenchiam o esboço vazio da tarde... Misterioso e repudiado
Matheus Costa
O espírito incessante que há na alma dos poetas… ...voa livre nos caminhos, pelos rumos que escolheu. É testemunha confesso dos resquícios da saudade... ...pois, sem ela, é só metade diante à tudo que viveu.
Rodrigo Bauer
I Existe um outro eu, que me observa, oculto, em minhas sombras mais remotas... Por vezes, ele leva as minha botas,
Mateus Neves da Fontoura
Na verdade ninguém soube O porquê dos meus silêncios... Têm coisas que a gente sente E que simplesmente não conta.
Lisandro Amaral
No branco pano do tempo pergunto ao frio do poema: que vim fazer nestes campos?
Rodrigo Bauer
I Viajante! Por mais que me despeça e lote a mala,
Joseti Gomes
A dor que escondo do mundo não se esconde de mim... Amanhece nas janelas e invade a casa em que habito
Vaine Darde
Não, não invejo os pássaros... Pois só tem asas quem não tem mãos. E foi pela vocação das mãos Que construímos caravelas,
Silvio Aymone Genro
Do avô, eu lembro a estampa, Com seu lenço maragato... Da avó, o sorriso terno, No silêncio dos retratos.
Cristiano Ferreira Pereira
Palanque!... A fibra e o viço da madeira... Contendo a força bruta Que lhe tironeia.
José Luiz Flores Moró
Quando a primeira vez que fui à guerra, Perseguia meus instintos de guerreiro... De lança em punho... Como quem não erra...
Guido Moraes
Tanto berrou, sapateou, implorou e afinal chorou que Fabiano ficou de rédeas no chão... Estranhando a demora da lenha,
Jorge Luiz da Rosa Chaves
Por que choram inocentes... Se o mundo evoluiu? ...Se o pingo espera encilhado