Velho Poncho
Glaucus Saraiva
Pano de lei, velho abrigo! Tu foste meu berço amigo No momento em que nasci. Desde então sempre vivi
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Glaucus Saraiva
Pano de lei, velho abrigo! Tu foste meu berço amigo No momento em que nasci. Desde então sempre vivi
Luiz Menezes
Velho poncho cobertor de rancho pobre Companheiro de incontáveis invernias, Minha carpa caminhante, me seguias Aquecendo a minh’alma de andarilho.
Paulo Sérgio Boita
Golpeio mais um amargo Bugra seiva de lembranças Rememoro tuas andanças As peleias, teu encargo
Marco Aurélio Campos
JEITO... SOMENTE JEITO E ALMA DE CAMPEIRO. RETOS TRAÇOS SENSUAVES, QUE SÃO COMO VALQUEJOS DE ENCHÓ NA CARA.
Albeni Carmo de Oliveira
Teus olhos meu velho tio, São como janelas para o mundo, Onde me paro num segundo Ao olhar a humanidade.
Cyro Gavião
Relíquia velha, saudosa, Eu fico cheio de prosa, Quando me lembro de ti... Tu eras a sentinela;
Ruth Faria Larre e Antônio Ribeiro
Quando ele veio pela primeira vez, era somente uma visita estranha, trazendo lá de longe, além-fronteira, o belo som da fala castelhana.
Apparício Silva Rillo
Me chamam Ventania porque estou sem estar e sem asas ou plumas me vêem a voar.
Luiz Menezes
Quando a noite emponchava o rancherio Eu ficava mateando, ouvindo atento Para escutar trazidos pelo vento Aqueles passos de um andar macio...
Jayme Caetano Braun
Cruzando a linha, imaginária, apenas, o vento livre que nasceu nos Andes, busca a lonjura
Leo Bilac V do Carmo
Cantando, soprando, pro gaúcho escutar Ah! a gaita chorando por não te entender Que queres dizer?
Apparício Silva Rillo
Teu ventre, lua morena cortada em fio de minguante, plantado em grãos de ternura fez a semente madura,
João Batista de Oliveira Gomes
Se eu contar pra vocês Vão dar risada à vontade, Vejam que barbaridade Tudo o que me aconteceu,
Matheus Costa
Quem te assume, pobre moça renegada deste mundo? Escondida n’algum fundo, entre o ego e a ganância.
II Florada de Versos (Virtual) - Blumenau - SCDimas Costa
(Quer dizer: Sem Rima) Mas que ditos pela criança se tornam engraçados:
Dimas Costa
(Para serem ensinados pelos pais) PARA MENINAS:
Juarez Machado de Farias
Havia quem me contasse histórias... E a noite vinha muito cedo Porque a velhinha da minha infância
Carlos Omar Villela Gomes
Tremem minhas mãos neste momento, A voz que chama tem um timbre ácido... O espelho frente aos olhos refletindo as cores De uma bandeira linda que empunhei sem medo.
Moacir D'Ávila Severo
Meu verso é um grito liberto da alma Só faço protesto se a dor me invade A inspiração não se curva prá regras E para a expressão tem que haver liberdade
Cândido Brasil
Meu verso negro e guerreiro ecoa nas plagas pampeanas, com raízes africanas vindas em navio negreiro. Traz consigo a humildade dos carentes de afetos, nos idiomas e dialetos do berço da humanidade. Meu verso negro de paz e esperança nas falas, tem o cheiro das senzalas e o axé dos orixás. Tem a fé das religiões com macumba e umbanda, pretos velhos e quimbanda pelas Casas de Nações.
Maria Luiza César
Numa noite de outono À luz terna do luar Eu sentei junto à janela Com papel, caneta e vela
Érico Rodrigo Padilha
Nasci e cresci gaúcho, e hei de morrer como tal, meu velho torrão bagual, bendito solo abençoado,
Jorge Lima
Um dia cantei um verso Campeiro, bem a meu gosto Pensei nos tempos de moço Quando não tinha fronteiras
Lauro Antônio Corrêa Simões
É setembro e, a chuva vem negando o estribo para a floração da primavera. Na invernada da tapera, a cavalhada,